Para a Sunoco, carro a etanol terá vida curta nos Estados Unidos

Os carros híbridos, que podem rodar com gasolina e/ou eletricidade, têm mais futuro que os veículos movidos a etanol, puro, ou misturado à gasolina, afirmou Lynn Elsenhans, executiva-chefe da refinaria norte-americana Sunoco Inc. Elsenhans estimou que o mercado de carros híbridos vai crescer 37% até 2025.

A executiva da Sunoco prevê que a adesão ao E15 – mistura de 15% de álcool à gasolina aprovada recentemente pelo governo dos EUA – será lenta porque carros mais antigos não podem usá-la. A Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) aprovou a elevação da mistura de 10% para 15% para carros produzidos a partir de 2007. Na última sexta-feira, EPA dos Estados Unidos teria adiado por mais um mês a decisão de aprovar o uso do chamado E15 em carros fabricados entre 2001 e 2006 no país. A decisão deveria ser anunciada no próximo mês de dezembro. “A EPA quer pelo menos mais um mês de testes para saber os impactos no meio ambiente”, disse uma fonte do governo norte-americano que não quis se identificar. Ainda de acordo com a fonte, a agência deveria anunciar a decisão do adiamento na própria sexta-feira, mas até o fechamento desta edição nenhum pronunciamento oficial havia sido feito.

As refinarias norte-americanas terão de estocar dois tipos diferentes de mistura – E10 e E15 – para atender os motoristas que não quiserem usar o E15.

O E10 considera uma mistura de 10% de etanol na gasolina.

As montadoras têm dito que não vão garantir os motores de carros mais antigos, cujos proprietários usem a mistura mais elevada. “Ninguém quer fornecer combustível que possa prejudicar os automóveis dos clientes”, disse Elsenhans.

Para a executiva da Sunoco, as refinarias do país terão que se reinventar para prosperar nos próximos anos, e segundo dados da Datagro Consultoria a exploração do etanol já rendeu ao Brasil um faturamento de R$ 240 bi lhões. “Os fundamentos sugerem um cenário mais difícil, a menos que você explore um nicho, seja um produtor de baixo custo ou que haja um reequilíbrio entre oferta e demanda que eleve as margens”, disse.

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