Pão de Açúcar aposta em combustíveis

Rodolfo Landim, ex-presidente da BR Distribuidora, assume no início da próxima semana o posto de diretor-executivo comercial de não-alimentos do Grupo Pão de Açúcar.

A rede comandada por Abílio Diniz confirmou ontem a contratação. Ele assume o cargo com a missão de ampliar a participação nos resultados da área de não-alimentos da rede, que inclui postos de combustíveis.

No ano passado, essa área respondeu por 24% do faturamento de R$ 16,1 bilhões do grupo . Em 2004, essa participação havia sido de 21%. Essa área cresceu em importância dentro da rede. Foi a venda de produtos como eletrônicos, roupas, e até combustíveis que contrabalançou, em 2005, a queda de preços dos alimentos.

Dentro da área que será comandada por Landim estão incluídas ainda as seções de eletrônicos e eletroportáteis, informática, têxteis, bazar, drogarias e comércio eletrônico, totalizando cerca de 40 mil itens.

Alberto Serrentino, sócio da consultoria de varejo Gouvêa de Souza, diz que são os postos de combustível que mais têm atraído as redes de varejo, pela rentabilidade e o melhor aproveitamento das áreas de estacionamento.

Com 558 lojas, o Grupo Pão de Açúcar tem 47 postos de combustíveis, dos quais 28 com a bandeira Extra, 9 com CompreBem, 8 com Sendas e 2 com Pão de Açúcar. As farmácias são 100, das quais 47 Sendas, 43 Extra, 16 CompreBem e 4 Pão de Açúcar. Os eletrodomésticos se concentram em 50 lojas Extra Eletro. Serrentino diz que os novos investimentos devem valorizar ainda mais a marca. No caso dos postos, isso é ainda mais oportuno, porque o consumidor está com medo de comprar combustível adulterado e os supermercados transmitem confiança. Este ano, o Grupo Pão de Açúcar deve realizar investimentos de R$ 935 milhões para a abertura de novas lojas, postos de gasolina e drogarias e aquisição de terrenos, reformas e manutenção de ativos existentes.

Para o biênio 2006/2007, a empresa prevê abrir de 16 a 20 hipermercados e de 40 a 60 supermercados. Serrentino não tem dúvidas de que nesse investimento devem figurar novos postos de combustíveis, mesmo que não necessariamente junto à área de venda de varejo.

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