O melhor momento para o mercado sucroenergético

De acordo com a Archer Consulting – empresa focada em gestão de riscos agrícolas – a rentabilidade das empresas do setor alcança 31,94% e o lucro operacional bateu a casa de RS$ 28,39 por tonelada de cana moída (isso considerando como base os valores médios de preços nas últimas semanas e assumindo o perfil das usinas do Centro-sul, cujo mix de produção é de 44,8% de açúcar e 55,2% de etanol). Para o diretor da Archer e gestor de riscos Arnaldo Corrêa, o investimento no setor nunca foi tão rentável. “Diferentemente do que ocorreu há cinco anos, hoje os fundos estrangeiros são mais resistentes, após a experiência dos investimentos fantasiosos daquele período no mercado. Ainda assim, o setor vai precisar de m uitos investimentos”, desafia.

O que faz o setor estar tão atraente e colhendo bons frutos é mesmo o crescimento do mercado interno. As vendas de veículos leves em 2010 alcançaram mais de 3,5 milhões de unidades – um aumento de 11,4% em relação ao ano anterior. E, o melhor índice para o mercado: 81,1% desses veículos são flex. “Nossa estimativa projeta uma frota de 43,4 milhões de veículos em 2015, dos quais 61% serão flex. O mercado interno se fortalece e mais investimento será necessário para atender à demanda”, afirma Arnaldo.

Para se ter uma ideia, o consumo de combustível em 2010, segundo dados da Archer Consulting (embasada nos números ANP), foi de 44,5 bilhões de litros – 50,01% de etanol (anidro e hidratado) e 49,99% de gasolina.

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