O maior projeto que o Brasil realizou

O cenário criado pelo primeiro choque do petróleo ocorrido em 1973, no qual o preço do barril de petróleo disparou, serviu de inspiração para que o Brasil realizasse o maior projeto de substituição de derivados do petróleo para uso veicular que o mundo já conheceu, o programa Proalcool ou álcool combustível, ou como é conhecido nos demais paises, álcool etílico ou etanol. O objetivo era reduzir a dependência externa de petróleo. Isso fez com que o Brasil se tornasse o maior produtor do álcool do mundo, e representa o maior “gol” que este país já marcou em toda a sua história.

O álcool, ao ser queimado pelo motor, emite bem menos poluentes do que a gasolina ou diesel, com a vantagem desses poluentes serem reabsorvidos pelas plantações de cana-de-açúcar, através do processo da fotossíntese, o que nos permite concluir que apresenta poluição muito pequena. As novas tecnologias de produção de energia, como a Célula de Combustível e as Micro turbinas, a serem usadas brevemente, inclusive nos veículos elétricos, trabalham muito bem com álcool, mostrando ser um combustível de grande futuro.

O álcool é uma excelente alternativa, renovável, ecológica, limpa sob o aspecto ambiental, com tecnologia de produção e distribuição totalmente conhecida, produzido próximo aos centros de consumo. Gera muitos empregos, principalmente no campo e força a circulação de capital nos locais da produção.

Inspirados no projeto brasileiro, países industrializados, como Estados Unidos, Canadá, França e Itália, se tornaram grandes produtores do etanol, logo atrás do Brasil. Alem dos citados, vários países asiáticos estão, arduamente, empenhados em ampliar a produção do etanol, com o objetivo de reduzir a importação de petróleo. A quantidade de veículos a etanol que estão sendo lançados nos Estados Unidos e o interesse pelo etanol é surpreendente.

Lamentavelmente, estamos assistindo ao completo desinteresse abandono e esquecimento do Proalcool, pelo governo, como pelas montadoras e até mesmo pela opinião pública. As únicas vozes que se levantam em defesa do programa são as dos técnicos, devido ao imenso potencial que o programa representa para a país, podendo suprir um volume de combustível suficiente, a ponto de não mais necessitarmos do petróleo importado.

Os desastres ambientais envolvendo o petróleo, tanto pela freqüência como pelas proporções estão querendo nos dizer algo. Estamos usando demais o petróleo; Estamos exaurindo as reservas naturais; Estamos emporcalhando e poluindo o ar e a natureza; Estamos dificultando o futuro das próximas gerações com o uso inadequado e predatório do petróleo, privando-os do uso correto, na produção de plásticos, tintas, fertilizantes, remédios, fibras de carbono, etc.

É preciso que o governo retome o Proalcool e estabeleça políticas sérias e de interesse do pais, devolvendo a credibilidade ao Programa. Deve-se estimular a maior produção de álcool e promover a competição entre os produtores e distribuidores; Deve-se reduzir os preços para o consumidor final; Deve-se quebrar o monopólio e buscar novos mercados, inclusive para a exportação; Deve-se reduzir impostos envolvidos no processo; Deve-se motivar as montadoras e a opinião pública da enorme importância do uso do álcool para o Brasil e para as futuras gerações; Deve-se limitar o uso indiscriminado e inconseqüente do petróleo e seus derivados, lançando mão de alternativas viáveis e ambientalmente corretas como o álcool.. É preciso que os governos assumam os seus papéis.

O maior projeto que o Brasil realizou

O cenário criado pelo primeiro choque do petróleo ocorrido em 1973, no qual o preço do barril de petróleo disparou, serviu de inspiração para que o Brasil realizasse o maior projeto de substituição de derivados do petróleo para uso veicular que o mundo já conheceu, o programa Proalcool ou álcool combustível, ou como é conhecido nos demais paises, álcool etílico ou etanol. O objetivo era reduzir a dependência externa de petróleo. Isso fez com que o Brasil se tornasse o maior produtor do álcool do mundo, e representa o maior “gol” que este país já marcou em toda a sua história.

O álcool, ao ser queimado pelo motor, emite bem menos poluentes do que a gasolina ou diesel, com a vantagem desses poluentes serem reabsorvidos pelas plantações de cana-de-açúcar, através do processo da fotossíntese, o que nos permite concluir que apresenta poluição muito pequena. As novas tecnologias de produção de energia, como a Célula de Combustível e as Micro turbinas, a serem usadas brevemente, inclusive nos veículos elétricos, trabalham muito bem com álcool, mostrando ser um combustível de grande futuro.

O álcool é uma excelente alternativa, renovável, ecológica, limpa sob o aspecto ambiental, com tecnologia de produção e distribuição totalmente conhecida, produzido próximo aos centros de consumo. Gera muitos empregos, principalmente no campo e força a circulação de capital nos locais da produção.

Inspirados no projeto brasileiro, países industrializados, como Estados Unidos, Canadá, França e Itália, se tornaram grandes produtores do etanol, logo atrás do Brasil. Alem dos citados, vários países asiáticos estão, arduamente, empenhados em ampliar a produção do etanol, com o objetivo de reduzir a importação de petróleo. A quantidade de veículos a etanol que estão sendo lançados nos Estados Unidos e o interesse pelo etanol é surpreendente.

Lamentavelmente, estamos assistindo ao completo desinteresse abandono e esquecimento do Proalcool, pelo governo, como pelas montadoras e até mesmo pela opinião pública. As únicas vozes que se levantam em defesa do programa são as dos técnicos, devido ao imenso potencial que o programa representa para a país, podendo suprir um volume de combustível suficiente, a ponto de não mais necessitarmos do petróleo importado.

Os desastres ambientais envolvendo o petróleo, tanto pela freqüência como pelas proporções estão querendo nos dizer algo. Estamos usando demais o petróleo; Estamos exaurindo as reservas naturais; Estamos emporcalhando e poluindo o ar e a natureza; Estamos dificultando o futuro das próximas gerações com o uso inadequado e predatório do petróleo, privando-os do uso correto, na produção de plásticos, tintas, fertilizantes, remédios, fibras de carbono, etc.

É preciso que o governo retome o Proalcool e estabeleça políticas sérias e de interesse do pais, devolvendo a credibilidade ao Programa. Deve-se estimular a maior produção de álcool e promover a competição entre os produtores e distribuidores; Deve-se reduzir os preços para o consumidor final; Deve-se quebrar o monopólio e buscar novos mercados, inclusive para a exportação; Deve-se reduzir impostos envolvidos no processo; Deve-se motivar as montadoras e a opinião pública da enorme importância do uso do álcool para o Brasil e para as futuras gerações; Deve-se limitar o uso indiscriminado e inconseqüente do petróleo e seus derivados, lançando mão de alternativas viáveis e ambientalmente corretas como o álcool.. É preciso que os governos assumam os seus papéis.

* O autor é Engenheiro Eletricista e professor visitante do Departamento de Engenharia Elétrica da UFMS, com pesquisas na área de Energia Limpa.

Pertence à ONG CTEL – Centro de Tecnologia de Energia Limpa Bruno@nin.ufms.br

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