Nymex quer negociar contratos de álcool

A maior bolsa de energia do mundo, a norte-americana Nymex, aprovou há três meses a criação de contratos futuros de etanol, segundo Patrick Funaro, diretor da Fimat Futures. O analista, que participou ontem da 2a Conferência Internacional Datagro, cujo tema foi “Internacionalização do Álcool Combustível”, realizado no hotel Grand Hyatt, com apoio do Jornal Cana, informou que as operações só dependem agora do apoio das usinas sucroalcooleiras do Brasil.

Segundo ele, não existe hoje uma base de referência de preços internacionais para o álcool combustível no exterior, com exceção da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F). No entanto, a BM&F não é considerada um terreno neutro para os investidores internacionais. De acordo com Funaro, a criação de contrato futuro para o álcool vai possibilitar a visão de longo prazo dos preços do produto e pode dar mais evidência para o álcool combustível.

A criação da bolsa tem o apoio de Luiz Carlos Correa Carvalho, consultor da União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo (Unica). Segundo Carvalho, o álcool conta com dois principais atores, o Brasil e os Estados Unidos. E está ganhando a adesão de países, como Índia e China. Para viabilizar as negociações, as usinas sucroalcooleiras e corretoras brasileiras deverão operar inicialmente na Nymex para gerar liquidez.

“Criar os contratos exige um investimento inicial e demora entre 6 e 7 meses para ter a aprovação dos órgãos norte-americanos”, diz Funaro. Uma das sugestões da Nymex, segundo Funaro, seria uma parceria com a BM&F para que possa ter arbitragem entre as duas bolsas.

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