Novo pátio impulsiona operações da Raízen

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O primeiro mês de funcionamento do novo pátio de caminhões-tanque da Raízen, em Cubatão, na retroárea do Porto de Santos, possibilitou que a empresa embarcasse 36% a mais de etanol (álcool etílico) no complexo marítimo. Com a instalação, o tempo operacional de atendimento a esses veículos em quatro terminais das margens Esquerda e Direita do Porto foi reduzido em, pelo menos, uma hora.

A média mensal de embarques da Raízen – criada pelo grupo brasileiro Cosan e pela multinacional Shell – no cais santista, de acordo com o diretor de operações da empresa, Luiz Renato Gobbo, é de 110 milhões de litros do produto. Entretanto, entre maio e junho passados, nos primeiros 30 dias de funcionamento da instalação, localizada nas proximidades da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, foi possível embarcar 150 milhões de litros.

Instalado em um espaço alugado, o pátio tem 22 mil metros quadrados e é capaz de comportar 120 caminhões-tanque bi-trens estacionados. A expectativa é que, no auge da safra da cana-de-açúcar, pelo menos 180 utilitários devam ser recebidos ali e escalonados para seguir viagem aos terminais no Porto. Cada veículo é capaz de transportar 50 mil litros de químicos nos tanques.

Os caminhões da Raízen têm como destino os terminais da Stolthaven e Vopak, na Margem Direita (Alemoa), e da Ageo e Granel Química, na Margem Esquerda (Ilha Barnabé, na Área Continental). Antes do início das atividades do pátio, em maio, mesmo sob agendamento, os veículos tinham que aguardar nas vias portuárias, gerando, eventualmente, problemas no trânsito.

A instalação do estacionamento teve o objetivo de melhorar a fluidez no tráfego desses caminhões e, também, otimizar a logística interna para ajudar no escoamento cada vez maior da produção de 24 usinas, explica Gabbo. Por ano, as unidades da companhia podem gerar 2 bilhões de litros de etanol, 4,5 milhões de toneladas de açúcar e 940 MW de eletricidade pelo bagaço da cana.

“Nós buscávamos agilidade e eficiência, além de mais segurança em toda a cadeia de escoamento. Os resultados positivos desse novo espaço, apesar de preliminares, estão nos trazendo isso e nos ajudando a, cada vez mais, otimizar o nosso negócio”, falou o diretor operacional. O valor do investimento não foi informado.

Menos tempo

Assim que liberados das usinas no Interior do País, os caminhões com destino a Santos são enviados para a instalação em Cubatão. No local, eles são reagendados para o terminal onde vão descarregar. A equipe da Raízen ainda não contabilizou o tempo médio de espera consolidado, principalmente por ele ser variável de acordo com o terminal.

No entanto, Gabbo adianta que ao menos uma hora utilizada na operação de embarque já foi eliminada. Essa redução é referente às etapas que o caminhoneiro precisa cumprir para entrar na instalação-destino, tais como as orientações obrigatórias de segurança (muitas vezes passadas em vídeo), credenciamento pessoal e liberação do próprio veículo.

“Quando ele sai do pátio, o motorista já está pronto para entrar no terminal. Ele está com curso de segurança feito, com um crachá em mãos e com a placa do caminhão liberada para os gates (portões). É entrar direto”, explica Gabbo. Já dentro das empresas, o diretor calcula que são utilizadas de duas a três horas para que ocorra todo o carregamento ou descarregamento do produto.

Estrutura

Além da logística aprimorada, o novo pátio tem segurança e monitoramento 24 horas. O local também possui contêineres adaptados que são utilizados como áreas de capacitação, lazer, descanso e refeição pelos condutores, que podem utilizá-los durante o período em que aguardam para serem liberados até o destino final, no cais santista.

Para os motoristas que atingiram o tempo limite de serviço durante a viagem, a companhia passou a disponibilizar condutores auxiliares. São eles que guiam o veículo entre Cubatão e Santos durante o período obrigatório de descanso do titular, que reassume o comando do caminhão, ao final da operação de entrega do produto, no próprio pátio.

O secretário de Assuntos Portuários e Marítimos da Prefeitura de Santos, José Eduardo Lopes, acompanhado da equipe da pasta, fez uma visita ao novo pátio da Raízen no último mês. Ele a avaliou positivamente, destacando que a instalação, além de retirar os veículos das vias de Santos, pode servir como exemplo a outras empresas como modelo de estrutura de apoio a motorista.

“É fato que os caminhões já saíram das vias portuárias e ali eles ocasionavam problemas, principalmente pelo fato de as empresas-destino ficarem bem na descida do viaduto (da Alemoa, na Margem Direita do Porto). A melhora foi bem rápida e era isso que nós queríamos que acontecesse”, explicou José Eduardo Lopes. Foi o secretário que articulou com a empresa a necessidade de encontrar uma solução para o escoamento do etanol.

A visita de Lopes à nova instalação, em Cubatão, ocorreu porque todas os terminais atendidos pela Raízen localizam-se em Santos. No momento em que ele conhecia o pátio, pelo menos 60 veículos aguardavam para serem chamados a uma empresa na Alemoa. “Se não estivessem aqui, estariam na rua, prejudicando a entrada do Porto”, cita.

Mais tranquilidade

Para motoristas que aguardavam o chamamento para descarregar etanol no Porto de Santos, o principal benefício do pátio é a segurança. “Às vezes a gente tinha que aguardar ali na Alemoa, onde é muito escuro e não tem nenhum tipo de estrutura para nós. Era comum ser assaltado por ali”, comentou o caminhoneiro Antônio Petrolilo, de 53 anos.

O motorista Rodrigo Luís, de 37 anos, também gostou da novidade. Ambos viajam com seus caminhões-tanque semanalmente entre a Baixada Santista e Valparaíso, Interior do Estado, onde estão unidades produtoras da Raízen. “Só de ter uma área para fazer uma refeição e descansar já muda bastante a perspectiva do nosso trabalho.

Fonte: (A Tribuna)

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