Novas frentes para a cana-de-açúcar

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Com quatro décadas de uma experiência que desperta curiosidade global, a ousada aposta brasileira nos biocombustíveis como forma de reduzir a dependência da gasolina está perto de iniciar uma nova fase. Os pesquisadores da Embrapa Agroenergia, acompanhados de perto pela iniciativa privada, estão empenhados em continuar elevando a produtividade da cana-de-açúcar, com outras variedades e métodos inovadores para se extrair ainda mais álcool do vegetal.

Além da produção de etanol de segunda geração, obtido a partir de um processo extra de refino, novas matérias-primas, como o sorgo sacarino, estão sendo testadas para aproveitar os quase seis meses ociosos das usinas.

“A cana continua imbatível como energético e não enfrenta os dilemas da questão alimentar, como o milho nos Estados Unidos. Além disso, podemos dobrar a produção apenas incorporando pastagens e campos ociosos”, avisa o chefe geral da Embrapa Agroenergia, Manoel Teixeira Souza Júnior.

Em paralelo, o país continua investindo em pesquisa para não perder a revolução do etanol extraído de qualquer fibra vegetal. Para ele, a diversificação de fontes de biomassa é elemento-chave para garantir também o futuro do Programa Nacional de Biodiesel, concentrado 80% na soja.

ICMS

Do ponto de vista conjuntural, Souza defende uma unificação do ICMS nos estados como forma de garantir a sustentabilidade econômica ao etanol de cana. O país dever colher uma safra recorde de 580 milhões de toneladas em 2013, conforme previsões da Organização Internacional do Açúcar. Metade vai para o etanol.

Após encontrar-se com a presidente Dilma Rousseff, na última quinta-feira, Rubens Ometto, presidente da empresa Cosan, maior produtora de etanol do mundo, informou que prevê melhora significativa nos números da safra de cana, com o começo da colheita previsto para abril, referente a 2013 e 2014. Segundo os cálculos dele, serão moídas 600 milhões de toneladas ante os 570 milhões do período anterior.

Apesar disso, Ometto não acredita que os volumes derrubarão os preços do combustível, pois já estão defasados em razão das pressões para baixo da gasolina.

A crescente demanda de eletricidade para o Brasil poderia ser suprida por um proporcional aumento da participação do bagaço da cana na matriz energética. A capacidade média de produção atual só das usinas de São Paulo gira em torno de 1,3 mil megawatts (MW). Segundo o representante da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) em Ribeirão Preto (SP), Sergio Prado, esse volume poderia subir para 15,3 mil MW em uma década. “É o equivalente a uma Itaipu”, comentou, citando a maior hidrelétrica em operação no país.

(Colaborou Sílvio Ribas)

O peso do flex

Relatórios oficiais mostram que a tecnologia flex tirou eficiência energética do etanol nas bombas de combustíveis. Enquanto nos anos 1990 o chamado preço relativo de indiferença entre o álcool hidratado de cana-de-açúcar e gasolina era, na média, de 80,67% na frota movida apenas com a opção renovável, o motor bicombustível, que hoje domina as vendas de carros novos, é, na prática, favorável ao refino de petróleo, abaixo de 70%.

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