Nordeste quer exportar álcool para os Estados Unidos

Inserir o setor sucroalcooleiro do Nordeste brasileiro nas negociações

da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) é a proposta do presidente do Sindicato das Indústrias do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha.

Cunha, que esteve na última quarta-feira participando de um jantar com o subsecretário de Agricultura do Estados Unidos, J.P.Penn, aproveitou a ocasião para expor as bases iniciais de um projeto para a exportação de álcool para aquele país. “O setor sucroalcooleiro do Nordeste tem o interesse em desenvolver um trabalho conjunto com o USDA (órgão federal norte-americano responsável pelo setor agrícola) para a exportação de álcool”, garante. As conversas ainda estão em uma fase inicial.

O modelo idealizado pelos produtores do Nordeste envolve o

aproveitamento logístico de portos como o de Suape, localizado em

Pernambuco.

Suape possui um calado com cerca de 15,5 metros e está mais próximo dos Estados Unidos que outras regiões produtoras como o Centro-Oeste do País. “Aliado a isso temos grandes manchas de solo agricultáveis, tecnologia e custos competitivos”, justifica. Um outro fator que anima o setor regional é o fato do Nordeste já ser um fornecedor autorizado na área de exportação de açúcar. A cota preferencial garante o direito de exportação de até 150 mil toneladas anuais.

Para Cunha uma das formas de se iniciar a Alca pelo Nordeste seria

através da exportação de álcool em um modelo semelhante ao que hoje é adotado pelos produtores do Caribe, chamado de CBI (sigla em inglês para Iniciativa da Bacia do Caribe). O CBI garante que os produtores do Caribe possam exportar álcool para o mercado norte-americano sem a taxação imposta a outros países produtores. “O subsecretário Penn não disse que é possível e nem tão pouco que é impossível”, observa o presidente do Sindaçúcar.

A aparente relutância norte-americana tem como base a questão dos

subsídios dados à agricultura na Europa atualmente. A posição dos Estados Unidos é de negociar a questão agrícola apenas após uma tomada de decisão por parte da União Européia de reduzir os subsídios naquele continente.

Mas o interesse pela produção agrícola nacional é crescente, como

confirmam as recentes visitas e a atenção que vem sendo dada pelos

norte-americanos à produção e ao potencial agrícola nacional. Somente no setor de produção de grãos, o País deverá produzir mais de 110 milhões de toneladas, dispondo de custos reduzidos, terras agricultáveis que podem ampliar ainda mais este volume e tecnologia em todas as fases de produção.

O projeto, de acordo com Cunha, vem sendo discutido desde maio,

quando ele viajou para os Estados Unidos e encontrou-se com o subsecretário.

Depois disso houveram mais alguns encontros, sendo dois deles no Brasil.

Neste ano, a produção de álcool em todo o Nordeste deverá chegar a 1,5

bilhão de litros. Deste total, as exportações devem chegar a 150 milhões de litros. Caso o projeto venha a ser efetivamente viabilizado, apenas na primeira fase, o volume exportado poderá dobrar.

Nordeste quer exportar álcool para os Estados Unidos

Inserir o setor sucroalcooleiro do Nordeste brasileiro nas negociações

da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) é a proposta do presidente do Sindicato das Indústrias do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha. Cunha, que esteve na última quarta-feira participando de um jantar com o subsecretário de Agricultura do Estados Unidos, J.P.Penn, aproveitou a ocasião para expor as bases iniciais de um projeto para a exportação de álcool para aquele país. “O setor sucroalcooleiro do Nordeste tem o interesse em desenvolver um trabalho conjunto com o USDA (órgão federal norte-americano responsável pelo setor agrícola) para a exportação de álcool”, garante. As conversas ainda estão em uma fase inicial.

O modelo idealizado pelos produtores do Nordeste envolve o

aproveitamento logístico de portos como o de Suape, localizado em

Pernambuco.

Suape possui um calado com cerca de 15,5 metros e está mais próximo dos Estados Unidos que outras regiões produtoras como o Centro-Oeste do País. “Aliado a isso temos grandes manchas de solo agricultáveis, tecnologia e custos competitivos”, justifica. Um outro fator que anima o setor regional é o fato do Nordeste já ser um fornecedor autorizado na área de exportação de açúcar. A cota preferencial garante o direito de exportação de até 150 mil toneladas anuais.

Para Cunha uma das formas de se iniciar a Alca pelo Nordeste seria

através da exportação de álcool em um modelo semelhante ao que hoje é adotado pelos produtores do Caribe, chamado de CBI (sigla em inglês para Iniciativa da Bacia do Caribe). O CBI garante que os produtores do Caribe possam exportar álcool para o mercado norte-americano sem a taxação imposta a outros países produtores. “O subsecretário Penn não disse que é possível e nem tão pouco que é impossível”, observa o presidente do Sindaçúcar.

A aparente relutância norte-americana tem como base a questão dos

subsídios dados à agricultura na Europa atualmente. A posição dos Estados Unidos é de negociar a questão agrícola apenas após uma tomada de decisão por parte da União Européia de reduzir os subsídios naquele continente.

Mas o interesse pela produção agrícola nacional é crescente, como

confirmam as recentes visitas e a atenção que vem sendo dada pelos

norte-americanos à produção e ao potencial agrícola nacional. Somente no setor de produção de grãos, o País deverá produzir mais de 110 milhões de toneladas, dispondo de custos reduzidos, terras agricultáveis que podem ampliar ainda mais este volume e tecnologia em todas as fases de produção.

O projeto, de acordo com Cunha, vem sendo discutido desde maio,

quando ele viajou para os Estados Unidos e encontrou-se com o subsecretário.

Depois disso houveram mais alguns encontros, sendo dois deles no Brasil.

Neste ano, a produção de álcool em todo o Nordeste deverá chegar a 1,5

bilhão de litros. Deste total, as exportações devem chegar a 150 milhões de litros. Caso o projeto venha a ser efetivamente viabilizado, apenas na primeira fase, o volume exportado poderá dobrar.

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