Mudança no Ministério da Fazenda gera expectativa e confiança

A nomeação do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guido Mantega, para assumir o Ministério da Fazenda, no lugar de Antonio Palocci, está gerando dúvidas e expectativas para as áreas agrícola e industrial. Após elogiar Palocci por sua atuação no combate a inflação, na redução da dívida externa e do risco Brasil, o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, disse por meio de sua assessoria de imprensa, que manteve excelente relacionamento com Guido Mantega para tratar de temas ligadas ao setor rural, que envolvem o BNDES. Lembrou também que realizou várias reuniões, que possibilitaram um bom entendimento, quando Guido Mantega ocupava o Ministério do Planejamento. Existe, no entanto, grande expectativa no Ministério da Agricultura em relação ao posicionamento do novo ministro da Fazenda quanto à MP do Bem para o setor rural, que é um pacote de medidas de apoio aos produtores.

Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, Mantega está credenciado para continuar o trabalho de Palocci no Ministério. “Ele conta com a confiança do presidente Lula e eu tenho certeza que o Brasil continuará a ter uma gestão econômica responsável”, ressaltou. Na opinião do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, a saída de Palocci do Ministério da Fazenda não deverá gerar impacto sobre a economia. “Seja qual for o quadro futuro, o Brasil está maduro para receber as modificações no governo e seguir em busca de desenvolvimento. Devemos estar acima de nomes, preocupados em buscar as soluções mais adequadas para os problemas do país”, disse Skaf, em nota divulgada à imprensa.

A adoção de medidas que permitam o avanço da política econômica em pontos fundamentais, como a redução da taxa de juros e o aumento da oferta de crédito, é a expectativa do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Paulo Afonso Ferreira, em relação à gestão do novo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Na opinião de Paulo Afonso, durante o período de Antonio Palocci, ocorreram avanços consideráveis na estabilidade, no combate à inflação, no saldo da balança comercial, na redução do déficit público, na queda do risco país e na confiabilidade dos investidores externos.

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