“Modelo de recuperação da Usina Guaricanga parece promissor”, diz advogado

O modelo de recuperação da Usina Guaricanga, de Presidente Alves (SP), adquirida na semana passada pelo Grupo Negrelli, parece ser promissor pois se cria uma sinergia de capital, conhecimento jurídico, técnico operacional e de “turnaround” (recuperacional). “Resultado conseguido através do know-how de juristas e empresários que têm experiência em recuperação de empresa, proporcionando uma saída justa e digna para um empreendimento e para a sociedade. Esperamos poder usar esse modelo em outros casos, sempre visando a continuidade de negócios viáveis”, afirma Marcelo Merlino, advogado especialista em fusões e aquisições da ERS Consultoria, empresa que acompanha o processo.

Acertos

A empresa afirma que os pagamentos iniciais aos trabalhadores serão efetuados após a venda da Fazenda São Sebastião, cuja autorização já foi dada pela Juíza de Pirajuí, que conduz o processo e deve ocorrer em até 30 dias.

A Guaricanga tem uma dívida de R$ 65 milhões, que, pelo contrato, será integralmente honrado, conforme plano aprovado e homologado pelo Juízo de Pirajuí, comarca onde tramita o processo.

Para o advogado Euclides Ribeiro, da ERS Consultoria, responsável pela reestruturação da unidade, ainda é preciso aguardar com cautela o resultado da negociação.

Segundo ele, por ter sido uma transação que envolve uma empresa em recuperação judicial, ainda há cláusulas contratuais que podem ser consideradas “deal-breakers” (impeditivas da aquisição). “Por essa razão todo investimento a princípio será feito na modalidade empréstimo extraconcursal. Dessa maneira, havendo dívidas não previstas, como não declaradas no plano, ou sub-estimadas, os valores investidos retornam aos investidores, e a usina pode até voltar para as mãos dos antigos donos, ou falir. Mas como tudo foi previamente negociado na Assembléia de Credores, que aprovaram com 100% dos votos o plano, cremos que tudo dará certo”, lembra.

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