Moçambique encerra ciclo de seminários sobre biocombustíveis

Representantes do governo brasileiro participam do encerramento da série de seminários sobre produção de biocombustíveis em países da África Austral, nesta terça-feira (3), em Maputo, capital de Moçambique. A missão visitou Botsuana, África do Sul, Angola, Zâmbia, Tanzânia e Zimbábue. A iniciativa faz parte das ações de apoio do Brasil ao setor de energias renováveis nos países em desenvolvimento.

Meta – O governo de Moçambique já traçou estratégias para desenvolver a área e uma delas é a implantação de uma empresa para comercializar e distribuir óleos vegetais para a produção de biocombustíveis. De acordo com o plano, os óleos vegetais produzidos serão exportados para Portugal e vendidos no mercado local. A área de plantação das oleaginosas pode chegar a 150 mil hectares. A meta é produzir 220 milhões de litros de etanol por ano.

Programa – O apoio aos países em desenvolvimento, na área de energias renováveis faz parte de política externa brasileira. O desenvolvimento do mercado de biocombustíveis é um dos pilares dessa política, que envolve tanto a busca de oportunidades para nossos produtores, quanto o fortalecimento das discussões em torno da necessidade de redução das emissões de gases de efeito estufa.

“Acreditamos que a nossa experiência possibilitou harmonizar a produção de biocombustíveis com a de alimentos, levando em conta a sustentabilidade dos processos, e que podemos estendê-la para outros países”, explica o assessor do Departamento de Cana-de-açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, José Nilton de Souza, um dos representantes do Brasil na missão.

Conforme José Nilton, o objetivo da aproximação com o continente africano, em curto prazo, é demonstrar os biocombustíveis como boa alternativa para a geração de emprego e renda e para a redução dos riscos de segurança energética. “Em médio e longo prazo, espera-se que alguns desses países possam se tornar clientes de nossa indústria de equipamentos e de serviços e que a produção de excedentes contribua para o desenvolvimento do mercado internacional”, finaliza o assessor do Mapa.

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