Moagem de cana supera 30,23 milhões de toneladas

O volume de cana esmagada na segunda quinzena de novembro na principal região produtora do País, a Centro-Sul, atingiu 30,23 milhões de toneladas – resultado que supera em 45,62% o total de cana processada na mesma quinzena da safra passada. O resultado foi possível graças a condições climáticas favoráveis à colheita, que permitiram a muitas empresas recuperar o atraso na moagem e reduzir o volume de cana que permanecerá sem moer na atual safra. Mesmo assim, será expressivo o volume de cana disponível que só será moído na próxima safra. O total deve atingir 7,5% de toda a cana disponível para moagem.

O volume acumulado desde o início da safra é de 468,63 milhões de toneladas, 12,31% acima do acumulado na safra anterior no mesmo período. A permanência de condições climáticas favoráveis à colheita nos dez primeiros dias de dezembro e o número de unidades que continuam em operação permitem afirmar que a estimativa de moagem revista pela UNICA, de 487,0 milhões de toneladas, será cumprida até o final da safra.

Até 30 de novembro de 2008, 43 unidades produtoras haviam encerrado a moagem nessa safra, contra 99 unidades em 30 de novembro de 2007, o que aponta para uma safra mais longa que a anterior e um número maior de unidades ainda em atividade no mês de dezembro do que o observado no ano anterior.

Conforme estimado anteriormente pela UNICA, 29 novas unidades tiveram sua primeira moagem de cana na atual safra, das quais 09 em Goiás, 03 no Mato Grosso do Sul, 04 em Minas Gerais, e 13 no Estado de São Paulo. Essas unidades responderam por 3,2% da cana esmagada até o final de novembro de 2008.

A quantidade de produtos obtidos por tonelada de cana na quinzena foi de 138,4 quilos de açúcares totais, superior em 0,69% ao obtido na mesma quinzena da safra anterior. No entanto, no acumulado, a quantidade de 141,37 quilos continua inferior ao acumulado na safra anterior em 2,43%. Tais números confirmam que o resultado final da safra será de 141,00 quilos por tonelada de cana esmagada.

A distribuição da produção entre açúcar e etanol se mantém nas mesmas proporções das quinzenas anteriores, atingindo, na segunda quinzena de novembro, 38,08% para a produção de açúcar e 61,92% para o etanol. No acumulado, a destinação final deverá ser da ordem de 40% para a produção de açúcar e 60% para a produção de etanol.

A produção de açúcar na segunda quinzena de novembro foi de 1,52 milhão de toneladas, 52,43% superior ao da mesma quinzena na safra anterior. Porém, no acumulado do ano, o total de açúcar produzido até o final de novembro está 0,98% inferior ao da safra passada, que atingiu um volume de 25,36 milhões de toneladas. Tais números indicam que a produção final de açúcar será a mesma da safra passada, confirmando a tendência observada desde a safra 2006/07: de lá até hoje, houve um incremento no volume de cana processada de 115 milhões de toneladas, mas a produção de açúcar se manteve estável, já que toda essa cana adicional teve como destino a produção de etanol.

Na segunda quinzena de novembro, a produção de etanol foi de 1,51 bilhão de litros, 42,60% superior à mesma quinzena da safra anterior. A produção de etanol anidro atingiu 580 milhões de litros, 99,36% superior à da mesma quinzena na safra anterior, e a de etanol hidratado somou 930 milhões de litros, 21,06% acima da safra anterior. No acumulado, a produção de anidro até o final de novembro atingiu 7,99 bilhões de litros e a de hidratado, 15,09 bilhões de litros, totalizando 23,08 bilhões de litros. A produção final da safra 2008/09 deverá superar 24,0 bilhões de litros de etanol.

As saídas físicas de etanol para o mercado externo do início da safra, em abril, até o final de novembro de 2008, somaram 3,68 bilhões de litros, enquanto o total distribuído para o mercado interno foi de 13,67 bilhões de litros. A UNICA mantém a expectativa de exportações de 4,2 bilhões de litros de etanol a partir da região Centro-Sul até março de 2009. Já as vendas para o mercado interno deverão ficar em torno de 20,0 bilhões de litros de etanol dos tipos anidro e hidratado para o mercado automotivo, assim como para outros fins. Os números indicam volumes suficientes para garantir a mistura de 25% do etanol anidro na gasolina e o abastecimento até o início da nova safra. As informações são da assessoria de imprensa da Unica.

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