Ministra diz que Brasil deve produzir biodiesel etílico com tecnologia nacional

A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, disse semana passada que o Brasil tem potencial tecnológico para a produção de biodiesel a partir do álcool de cana e óleo de mamona, pois segundo ela, a planta adapta-se especialmente bem às regiões semi-áridas do Nordeste e pode ser produzido num modelo de pequenas propriedades rurais, com significante dimensão social. Após acompanhar o presidente Lula em visita aos EUA, a ministra continuou em Washington para promover acordos de cooperação entre o Brasil e os Estados Unidos em tecnologia limpa de queima de carvão, desenvolvimento de biomassa e biodiesel.

O professor Miguel Dabdoub, coordenador nacional do Projeto Biodiesel Brasil (do LADETEL/USP-RP) mostrou-se otimista com o empenho do governo brasileiro. “O Brasil não precisa buscar tecnologia fora do país, pois ela já foi completamente dominada por pesquisadores brasileiros que conseguem transformar em biodiesel óleos de soja, girassol, algodão, milho, canola, amendoim, babaçu, pequi, dendê e macaúba, sempre com álcool-de-cana”.

Mas o pesquisador Dabdoub discorda com a viabilidade técnica da mamona para produção de biodiesel a partir do etanol. “O óleo de mamona é um óleo vegetal incomum e atípico por conter um álcool na sua estrutura, o que dificulta ao extremo a separação da glicerina quando usado como matéria prima para produzir biodiesel etílico. Além disso, causa muita deposição nos bicos e bombas injetoras e o custo é quatro vezes maior do que dos outros óleos como soja e girassol”, finaliza Dabdoub.

Ministra diz que Brasil deve produzir biodiesel etílico com tecnologia nacional

A ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, disse semana passada que o Brasil tem potencial tecnológico para a produção de biodiesel a partir do álcool de cana e óleo de mamona, pois segundo ela, a planta adapta-se especialmente bem às regiões semi-áridas do Nordeste e pode ser produzido num modelo de pequenas propriedades rurais, com significante dimensão social. Após acompanhar o presidente Lula em visita aos EUA, a ministra continuou em Washington para promover acordos de cooperação entre o Brasil e os Estados Unidos em tecnologia limpa de queima de carvão, desenvolvimento de biomassa e biodiesel.

O professor Miguel Dabdoub, coordenador nacional do Projeto Biodiesel Brasil (do LADETEL/USP-RP) mostrou-se otimista com o empenho do governo brasileiro. “O Brasil não precisa buscar tecnologia fora do país, pois ela já foi completamente dominada por pesquisadores brasileiros que conseguem transformar em biodiesel óleos de soja, girassol, algodão, milho, canola, amendoim, babaçu, pequi, dendê e macaúba, sempre com álcool-de-cana”.

Mas o pesquisador Dabdoub discorda com a viabilidade técnica da mamona para produção de biodiesel a partir do etanol. “O óleo de mamona é um óleo vegetal incomum e atípico por conter um álcool na sua estrutura, o que dificulta ao extremo a separação da glicerina quando usado como matéria prima para produzir biodiesel etílico. Além disso, causa muita deposição nos bicos e bombas injetoras e o custo é quatro vezes maior do que dos outros óleos como soja e girassol”, finaliza Dabdoub.

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