México terá apoio da UNICA para produção de etanol

O governo do Presidente do México, Felipe Calderón, está convencido de que precisa promover a indústria de etanol no país. Esta foi a principal conclusão, após dois dias de visita àquele país, no início de outubro, pelo presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Marcos Jank.

“Notamos que há um grande interesse em reestruturar o setor sucroenergético mexicano, com a substituição do MTBE por etanol como aditivo à gasolina”, avaliou Jank. A estatal mexicana Pemex hoje exporta petróleo para os EUA e importa gasolina e MTBE, um aditivo já fora de uso na maior parte do mundo, inclusive nos EUA, por ser considerado cancerígeno. Em geral, o MTBE é substituído por etanol.

A visita foi realizada por solicitação do Presidente Calderón, feita durante visita recente ao Brasil para observar a experiência brasileira com os biocombustíveis. Além do presidente da UNICA, também participaram os empresários Marcelo Biaggi, do Grupo Moema, José Reinaldo Del Bianco, da Copersucar, e Kenneth Charles Light, representando o Grupo Cosan, além do representante-chefe da UNICA para a América do Norte, Joel Velasco.

A Agência de Promoção de Investimentos e Comércio do México (ProMexico) organizou uma intensa agenda de reuniões na Cidade do México e em Leon, durante uma grande conferência de energia renovável na qual o presidente da UNICA conferiu uma palestra.

Após o encontro com autoridades mexicanas e um estudo minucioso sobre o setor sucroenergético do país, Jank e Velasco apontaram alguns obstáculos que consideram contornáveis a médio e longo prazo. Quanto a produtividade, os executivos consideram que deveria ser ampliada; outro entrave são os impostos, o México aplica uma tarifa de importação sobre o etanol de 10%, mais US$ 0,36 por litro, quase três vezes maior que a tarifa americana.

“São problemas que podem e devem ser contornados,! não tenho dúvidas, mas que exigem uma ação de governo que parece estar começando”, concluiu Jank. As informações são da UNICA.

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