Mercado de trabalho exige nova postura

2013-02-16 Treinamento Gente Colaboradores Odebrecht Agroindustrial (1)

A cada ano, o mercado exige novas posturas para o profissional do setor sucroenergético. Experiência é importante, mas não é tudo pois será preciso ter um conjunto que faça a diferença. São os principais requisitos para o profissional do futuro na opinião da consultora operacional e de carreiras, Beatriz Rossi de Oliveira, da Coerhência.

“Não basta ter boa formação e boas passagens por organizações importantes, se o profissional não trouxer consigo nessa bagagem um amadurecimento pessoal, profissional e um repertório de boa postura, boas atitudes, competências de relacionamento, de convívio, de trabalho em equipe, de negociação e parceria, entre outros. Isto hoje é fundamental, pois por muitos anos as empresas analisaram suas estatísticas e indicadores com outros olhos e viram, finalmente, que as pessoas chegam pela competência técnica e são desligadas pelas competências comportamentais”, admite.

Além de maturidade, Beatriz explica que o profissional deve ter senso de adequação; ética; imagem bem trabalhada e autoconhecimento estabelecido; educação e elegância no trato; responsável pela sua carreira e por fazer dar certo; disponível e acessível; integrativo e interativo; colaborativo e agregador; bom comunicador; bem humorado; auto motivado e entusiasmado; comprometido; prático; pró ativo; interessado; que adote a postura de dono da empresa; que tenha mobilidade e que seja flexível e adaptável a mudanças. “E principalmente que tenha paixão pelo que faz. Pesquisas recentes mostram que em torno de 70 a 73% das pessoas não fazem o que gostam. Isso é um problema para as empresas, que precisam de comprometimento e engajamento. É difícil reunir todas essas qualidades, mas não podemos nos acomodar”, enfatiza.

Desafios na contratação de pessoas

Outro ponto que a profissional defende é a melhoria na contratação de pessoas. “A contratação precisa estar num patamar mais evoluído. Mudamos ferramentas e práticas, mas não mudamos mentalidade. A pressa e o prazo curto para contratação em massa imperam e enquanto as empresas não se planejarem dentro da estratégia de Planejamento de RH ou de Pessoal, cairemos no problema da má contratação. Os RH’s ainda procuram profissionais com conhecimento e experiência e abrem mão de pesquisar a inteligência emocional. Precisamos aprender a olhar o todo quando vamos escolher um candidato, para não perder tempo, gastar dinheiro e se frustrar”, conclui.

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