Mais uma greve na África expõe abuso das empresas do setor

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Os trabalhadores da Unitrans em Moçambique, na África, empresa que presta serviços para a fabricante de adoçantes africana Tongaat Hulett, na cidade de Xinavane, na província de Maputo, entraram em greve, por causa de um aumento repentino em suas horas de trabalho, de acordo com a Agência de Informação de Moçambique.

A greve, que começou na quinta-feira passada, dia 19 de junho, envolve motoristas, operadores de máquinas, mecânicos, e alguns trabalhadores do campo.

A principal queixa é que, em abril, a empresa introduziu sem aviso prévio, um novo regime de trabalho em que os trabalhadores são obrigados a trabalhar durante doze horas por dia, o que seriam quatro horas a mais, das oito horas por dia estipuladas no contrato dos trabalhadores. Além disso, oito horas é a norma nos termos da legislação trabalhista moçambicana.

Os grevistas exigem o pagamento das horas extras já trabalhadas, e que além disso, o regulamento seja respeitado e a empresa volte às oito horas diárias estipuladas.

“A empresa prometeu que as coisas iriam voltar ao normal, e nós voltaríamos a trabalhar apenas oito horas, mas até agora nada aconteceu”, disse um dos grevistas, que não quis se identificar.

Desde a semana passada, nenhuma das duas reuniões feitas com os trabalhadores,  teve resultado positivo, e os grevistas ressaltam que não irão trabalhar quatro horas a mais por dia sem remuneração extra.

Nenhum porta-voz da empresa se manifestou até o momento.

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