Lula diz que investimentos brasileiros no Chile são uma “verguenza”

A relação de troca de comercial entre Chile e Brasil é desigual e teve sensível piora neste ano devido à retração de preços de commodities gerada pela crise, sobretudo para o petróleo e cobre, principais produtos vendidos ao Chile e comprados pelo Brasil, respectivamente. O próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje em discurso que “é uma verguenza” que um país como o Chile, com menor número de habitantes e de PIB, tenha volumes de investimentos tão maiores no Brasil.

“Para cada US$ 4 que eles investem aqui, nós investimos US$ 1 lá”, disse Lula, durante um trecho de improviso em seu discurso. Segundo ele, este cenário pode ser alterado com iniciativas que já vem sendo tratadas desde 2006 em agenda bilateral de integração.

Na infraestrutura física, ele mencionou avanço das obras do Corredor Bioceânico, que liga o porto brasileiro de Santos ao porto de Iquito, no Chile, passando pela Bolívia em 3,8 mil quilômetros de rodovias e que pode vir a ser inaugurado em 2012. Concluídas as obras, a expectativa dos países envolvidos é melhorar o intercâmbio de negócios e também usar o porto chileno como uma plataforma para exportações de produtos brasileiros a outros países.

O Chile tem 20 acordos de livre comércio, que valem atualmente em 56 países. Muitos desses acordos poderiam ser usados indiretamente por empresários brasileiros que desejem colocar seus produtos a um contingente estimado de 4 bilhões de consumidores, disse Bachelet.

Para tanto, o Chile pretende agregar valor aos itens exportados por meio de seu país. Ainda assim, essa condição pode variar de país a país e ser mais interessante do que as altas taxas de importação impostas para entrar em mercados de nações desenvolvidas e outros destinos.

Além da Bioceânica, Lula mencionou hoje a intenção de expandir acordos no setor de biocombustíveis com o Chile. “Precisamos definir a data para uma missão empresarial ao país na área de biocombustíveis” convocou o presidente diante de uma plateia de empresários chilenos e brasileiros presentes na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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