Lucro líquido do grupo São Martinho recua 32,1%

Fábio Venturelli, CEO do Grupo São Martinho
Fábio Venturelli, CEO do Grupo São Martinho

O lucro líquido do grupo sucroenergético São Martinho nos doze meses da safra 2015/16 alcançou R$ 194,3 milhões.

O montante é 32,1% inferior aos doze meses da safra anterior, conforme os resultados da safra 15/16 divulgados pela empresa, que controla diretamente três usinas de cana-de-açúcar e é sócia da Petrobras Biocombustível (PBio) na Nova Fronteira Bioenergia, que, por sua vez, controla a usina Boa Vista, no estado de Goiás.

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Segundo a São Martinho, os motivos do recuo no lucro líquido são:

 

 

i) aumento das despesas com variação cambial nos 12M16 e

ii) pelo ganho não recorrente de R$ 79,9 milhões no exercício anterior, resultado da venda de nossa participação na Agropecuária Boa Vista, prejudicando a comparabilidade

No quatro trimestre da safra, o lucro líquido da São Martinho totalizou R$ 68,9 milhões, crescimento de 21,9% em relação ao 4T15.

Outras informações do quarto trimestre (4T16):

1 – No 4T16, o EBITDA ajustado da Companhia totalizou R$ 346,3 milhões (margem EBITDA de 42,3%), representando um crescimento de 8,3% em relação ao 4T15. No acumulado do ano, o EBITDA ajustado cresceu 19,2%, atingindo R$ 1,3 bilhão (margem EBITDA de 46%). O aumento do indicador foi resultado do maior volume de vendas de etanol e melhores preços de açúcar e etanol;

2 – O EBIT ajustado do 4T16 totalizou R$ 147,6 milhões (margem EBIT ajustada de 18,0%), apresentando aumento de 5,9% em relação ao 4T15. No acumulado do ano o EBIT cresceu 14,8% atingindo R$ 565,3 milhões (margem EBIT de 20%). Esta melhora se dá pelas mesmas razões que impactaram o EBITDA ajustado do período;

3 – Em 31/mar/2016, as fixações de preços de açúcar para a safra 16/17 totalizavam 767,1 mil toneladas ao preço médio de USD 14,42 cents/pound, representando aproximadamente 69% de hedge referente a cana própria ou 54% do total;

4 – Na mesma data, a companhia possuía NDF´s de dólar no montante de USD 102,6 milhões com preços médios de R$ 4,09, destinados à exportação de açúcar da safra 16/17. O volume NDF’s de dólar nesta data representava, aproximadamente, 32% da cana própria ou 22% do total.

 

 

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