Líderes do setor sugerem desoneração fiscal e linhas de créditos especiais

Pensando como cadeia produtiva, durante reunião na sede do Ceise Br, ontem (17), em Sertãozinho (SP), lideranças sindicais e da indústria sucroenergética sugeriram ações como a desoneração fiscal para projetos de novas usinas, linhas de crédito especiais para exportação de máquinas e equipamentos, além de maior investimento em pesquisas de etanol de segunda e terceira geração e os novos biocombustíveis. “As indústrias e os sindicatos têm interesses diferentes, mas no fundo o benefício é o mesmo. Se a indústria vai bem o trabalhador vai bem. Hoje a intenção é essa, trabalhar junto e em parceria”, completou o vice-presidente do CEISE Br, Antonio Tonielo Filho.

O encontro sobre a Retomada dos Investimentos da Cadeia Produtiva do Setor Sucroenergético, contou com a presença do presidente da Força Sindical de São Paulo, Danilo Pereira da Silva; do presidente do Ceise br – Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis, Adézio Marques; do Secretário da Indústria e Comércio de Sertãozinho, Marcelo Pelegrini e do presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação, Antônio Vitor. “Quando o governo fala do setor, ele fala apenas da ponta da cadeia. Queremos atentar que por trás das usinas existe uma cadeia produtiva: o produtor, o fornecedor e a indústria”, explicou Adézio Marques.

Segundo o presidente do Ceise, com essas sugestões, todos ganharão em eficiência, produtividade e competitividade. “Essa é a filosofia da reunião de hoje”, complementou.

Segundo o líder, os desafios do setor para manter o Brasil na liderança da corrida mundial para a produção de biocombustíveis são imensos. “Por isso, a reunião da indústria com os sindicatos é fundamental para levantar e enviar sugestões ao governo federal”.

Danilo Pereira e Antônio Vitor fizeram uma breve retrospectiva sobre o movimento sindical em Sertãozinho, que luta por melhores condições para o trabalhador rural.

Ambos elogiaram a iniciativa do CEISE Br na criação da Universidade do Setor Sucroenergético (UNICEISE) acreditando que capacitar melhor o trabalhador é o próximo passo para o setor. “A mão de obra sucroenergética é específica e lá nos anos 80 já se falava que não havia incentivo à qualificação; investia-se apenas em máquinas e equipamentos”, disse Antônio Vitor, vice-presidente da Força Sindical de São Paulo.

Todas as sugestões serão reunidas, formalizadas e enviadas de Sertãozinho à presidente Dilma Rousseff através do Ministro da Agricultura Wagner Rossi atual coordenador da Comissão Interministerial do Projeto de Retomada dos Investimentos da Cadeia Produtiva do Setor Sucroenergético.

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