Lei da lona entra em vigor e gera mais custos para usinas

Foto: Alessandro Reis

A Resolução 618 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que proíbe a circulação de caminhões sem lona ou tela por rodovias municipais, estaduais e federais, é motivo de preocupação para muitas usinas por falta de adequação e de caixa financeiro. Está é o opinião de Dario Gaeta, presidente da Tietê Agroindustrial, de Paraíso (SP).

O executivo explica que uma usina que esmague cerca de 3,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra tem o custo médio de R$ 800 mil a R$ 1,5 milhões para adaptar as lonas em suas frotas de caminhões.

O valor, segundo ele, é pequeno quando comparado ao custo agrícola de uma unidade. Porém, a falta de linhas de crédito neste início de safra faz com que às unidades

ão tenham caixa para comprar e adequar sua frota. “Sem caixa a maioria das usinas faz um enorme esforço para pagar ao menos a folha de pagamento dos colaboradores e, nesta situação, ter que investir em equipamentos para enlonamento será um problema”, afirma.

Gaeta também aponta a procrastinação dos executivos como outro agravante. “A Resolução não pegou as usinas de surpresa. Foi o hábito de deixar as coisas para última hora que complicou ainda mais a situação”.

A crítica de Gaeta faz sentido, já que o Contran, órgão que regulamenta o enlonamento, poderá autuar aquele que trafegar sem a proteção adequada nas carretas por infração grave, com multa de R$ 195 e a perda de cinco pontos na carteira de motorista.

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