Inovação tecnológica e infraestrutura são essenciais para competitividade

O cenário do setor sucroenergético brasileiro para 2020 pode ser visto como uma oportunidade única de mercado, mas para isso é preciso vencer alguns desafios. Segundo o vice-presidente do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Wagner Bittencourt, que participou da abertura do nesta quinta-feira, 27, em São Paulo, o setor sucroenergético brasileiro precisa investir em dois pilares para poder avançar: inovação, tanto industrial quanto agrícola, e infraestrutura. “As plantas estão competitivas da porteira pra dentro, da porteira para fora não. Por isso o BNDES tem apoiado iniciativas para melhorias nesse sentido”, disse.

Em relação aos investimentos, Bittencourt relatou que neste ano o banco deve voltar aos patamares históricos de desembolso para o setor, chegando a R$ 6 bilhões. O montante representa crescimento em relação ao ano passado, quando foram financiados R$ 4 bilhões. “De 2008 a 2012, o banco desembolsou em torno de R$ 30 bilhões. Os investimentos resultaram em modernização de plantas e expansão de plantas e lavouras. Até o mês de abril foram cerca de R$ 3,3 bilhões”, informou.

A deputada da União Europeia pela Dinamarca, Britta Thomsen, que também participou da abertura do evento e defendeu o etanol brasileiro como uma das soluções para a produção de energia limpa e renovável do mundo. “Eu acredito que o biocombustível de cana pode fazer parte de um caminho mais sustentável. É preciso acabar com o mito, existente em parte da comunidade europeia, de que a cana brasileira ocupa o espaço que seria voltado para o plantio de alimentos ou que a cana é plantada na Amazônia”, disse.

A parlamentar disse ter grandes expectativas para a produção de biocombustíveis avançados. Em sua opinião, com a implantação desse tipo combustível na Europa, a discussão sobre comida versus alimento deixaria de ser relevante, além disso, empregos seriam gerados no setor.

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