Indicador para venda de energia da biomassa no spot recua 7%

O bagaço é a principal fonte das usinas para gerar eletricidade (Foto: Unica/Divulgação)
O bagaço é a principal fonte das usinas para gerar eletricidade (Foto: Unica/Divulgação)

O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), que serve para comercialização de energia elétrica feita da biomassa da cana-de-açúcar no mercado spot, recuou 7% entre o valor atual e o anterior. Entre sábado (07/05) e a próxima sexta-feira (13/05), o PLD está em R$ 80,39 o megawatt-hora (MWh). Na semana anterior, valia R$ 86,45/MWh.

Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que administra o PLD, o recuo foi registrado no submercado Sudeste/Centro-Oeste, onde está a maioria das unidades termelétricas (UTEs) ligadas a usinas de cana-de-açúcar.

O recuo de 7% também foi registrado nos submercados Sul e Norte. Já no submercado Nordeste, o PLD caiu 3% ao passar de R$ 103,20/MWh para R$ 99,79/MWh.

Afluências

Conforme a CCEE, em maio as afluências são esperadas em 70% da Média de Longo Termo (MLT), ficando abaixo da média em todos os submercados.

No Sudeste, a expectativa de ENAs passou de 76% para 81% da MLT com índices nas regiões Sul, Nordeste e Norte em 96%, 26% e 42% da média histórica, respectivamente.

A disparidade entre o PLD do Nordeste e Norte com os demais permanece, uma vez que os limites de recebimento de energia destes submercados foram atingidos. Os limites de intercâmbio entre Sudeste e Sul não são atingidos, o que resulta na equalização dos preços.

Houve incremento de 2.400 MWmédios nos níveis dos reservatórios do sistema, situação observada nos submercados Sudeste (+2.000 MWmédios), Sul (+400 MWmédios) e Norte (+15 MWmédios). A redução foi registrada apenas nos níveis do Nordeste (-100 MWmédios).

A previsão de carga para o SIN na segunda semana de maio está aproximadamente 200 MWmédios mais alta no Nordeste e não apresenta alterações nos demais submercados.

O fator de ajuste do MRE estimado para maio é de 95,3% e os Encargos de Serviços do Sistema – ESS estão previstos em R$ 62 milhões, sendo R$ 49 milhões referentes à segurança energética.

 

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