Indicador para venda de energia da biomassa no spot recua 2%

O bagaço é a principal fonte das usinas de cana para gerar energia elétrica
O bagaço é a principal fonte das usinas de cana para gerar energia elétrica

Unidades termelétricas (UTEs) de usinas de cana-de-açúcar da região Sudeste/Centro-Oeste receberão 2% menos se venderem eletricidade no mercado spot nesta semana.

A queda é relativa ao Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), indicador de venda de energia cogerada pela biomassa no spot.

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Entre 21 e 27 de maio, o teto do PLD está em R$ 73,31 o megawatt-hora (MWh) no submercado Sudeste/Centro-Oeste, ante R$ 74,51/MWh na semana anterior.

A gestão do PLD é da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), para quem o PLD da semana está fixado no Sul (R$ 73,31/MWh) e no Norte (R$ 77,98/MWh) em alta de 1% e 2%, respectivamente. No submercado Nordeste não houve alterações, com o indicador a R$ 99,79/MWh.

Afluências

Em maio, a previsão de afluências foi revista de 73% para 71% da Média de Longo Termo – MLT, ficando abaixo da média em todos os submercados. As ENAs são esperadas em 82% da MLT no Sudeste, 98% no Sul, 24% no Nordeste e em 40% no Norte.

A disparidade entre o PLD do Nordeste com os demais permanece, uma vez que os limites de recebimento de energia deste submercado foram atingidos.

O envio de energia pelo Norte atinge o limite máximo e seu preço fica diferente. Já a redução das afluências do Sul diminui o envio de energia para o Sudeste, o que provoca a equalização dos preços entre esses submercados.

Os níveis dos reservatórios do SIN ficaram aproximadamente 980 MWmédios acima do esperado, elevação observada no Sudeste (+600 MWmédios) e no Sul (+760 MWmédios). A redução foi registrada apenas no Norte (-390 MWmédios), enquanto os níveis do Nordeste não foram alterados.

A previsão de carga para o SIN na quarta semana de maio está aproximadamente 400 MWmédios mais baixa no Sudeste, reflexo das temperaturas mais amenas na região. Não há alterações das cargas nos demais submercados.

O fator de ajuste do MRE estimado para maio passou de 93,9% para 92,8% e os Encargos de Serviços do Sistema – ESS estão previstos em R$ 124 milhões, sendo R$ 55 milhões referentes à segurança energética.

 

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