Índia leva açúcar à maior alta em 3 anos

Os contratos futuros de açúcar subiram em Nova York para seu patamar mais elevado desde fevereiro de 2006, uma vez que os investidores elevaram suas apostas de que os preços vão subir em meio ao déficit mundial puxado pela quebra da produção da Índia, o maior consumidor mundial do produto.

Os fundos de hedge e outros grandes especuladores aumentaram suas posições compradas líquidas em contratos futuros negociados em Nova York em 4,5% na semana encerrada a 21 de julho, segundo mostram dados do governo norte-americano. Ter posições compradas líquidas é possuir mais contratos de compra do que de venda, numa aposta de que os preços vão subir. A Índia pretende anunciar hoje a prorrogação do prazo para as importações isentas de tarifa de açúcar refinado e não-refinado, a fim de ampliar a oferta, disse um alto funcionário do Ministério da Alimentação.

“Existe um déficit mundi! al”, disse Mark Hansen, diretor do CPM Group de Nova York. “A Índia é um importador importante. Há muitos fundos que continuam com posição comprada. O interesse do investidor continua firme.”

Os contratos de açúcar não-refinado para entrega em outubro, atualmente os mais negociados, 0,1%, para 18,45 centavos de dólar a libra- peso na ICE Futures U.S. de Nova York. O preço alcançou 18,57 centavos de dólar por libra-peso poucas horas antes, o maior patamar para o contrato mais negociado desde 9 de fevereiro de 2006. A commodity deu um salto de 56% este ano.

Queda do Dólar. A queda do dólar e a alta dos preços dos combustíveis “criaram as condições perfeitas para o mercado de açúcar”, disse Hansen. Até ontem, o dólar tinha recuado 3,1% este ano em relação à cesta das seis principais moedas mundiais, aumentando a atratividade das commodities como investimento de proteção contra a inflação. O petróleo bruto subiu 53%.

A alta dos preços dos combustíveis aumenta o p! oder de atração do etanol, destilado a partir da cana-de-açúcar no Brasil, o maior produtor de açúcar.O açúcar deverá alcançar 19 centavos por libra-peso nas próximas quatro semanas, disse Hansen. O preço deverá cair para a faixa dos 13 centavos aos 14 centavos dentro de seis meses, com o aumento da oferta por parte dos produtores, que estariam assim reagindo à alta dos preços, e com o desmanche das posições compradas por parte dos investidores, disse ele.

X