Índia e Tailândia já iniciaram investimentos em destilarias

O álcool tornou-se uma alternativa viável para regular a oferta mundial de açúcar. O projeto não é nenhuma novidade. Muito se fala na mistura do álcool anidro à gasolina, como ocorre no Brasil, em outros países produtores de açúcar. No entanto, pouco tem sido feito ainda para que o projeto saia do papel efetivamente.

Iniciativas do governo indiano e tailandês — que anunciaram pesados investimentos na construção de destilarias de álcool — dão sinal de que o mercado internacional de álcool deve começar a despontar em 2003.

Atualmente, a produção mundial de álcool deve atingir 36 bilhões de litros no próximo ano — dois bilhões de litros a mais que o projetado na safra 2001/02. O aumento é impulsionado pela maior oferta do Brasil e dos Estados Unidos, os dois principais produtores mundiais. Juntos, produzemmais de 20 bilhões de litros.

Para Patrick du Genestoux, diretor geral da Ersuc, empresa francesa deestudos sucroalcooleiros, as iniciativas da Índia e Tailândia podem elevar a oferta mundial de 2003. Segundo ele, dois países europeus — França e Espanha — já estão investindo na produção do álcool combustível. Eles aguardam a publicação de uma legislação sobre a produção em todo o bloco.

É na produção do álcool que os principais produtores mundiais depositam todas as fichas para expandir mercado. China e Japão também podem ser a peça chave para a ampliação das venda de álcool.

Os tradicionais produtores, como os Estados Unidos e Brasil, estão ampliando a cada ano a oferta do produto. Outras iniciativas, porém, mostram que a produção mundial tem potencial para crescer mais.

O pacote de ajuda às indústrias de açúcar da Austrália — de quase US$ 80 milhões — está atrelado à produção de álcool, diz Luiz Carlos Corrêa Carvalho, consultor da União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo —Unica. A maior região produtora do país, Queensland, pode iniciar a produção deste combustível alternativo.

Além de ser uma alternativa de combustível renovável, a adição de álcool à gasolina pode reduzir a dependência internacional de petróleo. Na Ásia, sobretudo China e Japão, essa vantagem já é estudada. Representantes chineses e japoneses já estiveram no Brasil para discutir transferência de tecnologia para a produção do álcool.

O governo da Índia pretende iniciar a construção de mais 20 destilarias de álcool no país antes do fim deste ano, totalizando 30 usinas em 2003.

Nove regiões da Índia devem adicionar o produto à gasolina, de forma ainda experimental, de no mínimo de 6%. A estimativa é de que as 30 destilarias tenham a partir de 2003 capacidade para produzir 300 milhões de litros de álcool. Mesmo ainda incipiente, o mercado começa a ganhar novo formato e a despontar interesse no exterior.

Índia e Tailândia já iniciaram investimentos em destilarias

O álcool tornou-se uma alternativa viável para regular a oferta mundial de açúcar. O projeto não é nenhuma novidade. Muito se fala na mistura do álcool anidro à gasolina, como ocorre no Brasil, em

outros países produtores de açúcar. No entanto, pouco tem sido feito ainda para que o projeto saia do papel efetivamente.

Iniciativas do governo indiano e tailandês — que anunciaram pesados investimentos na construção de destilarias de álcool — dão sinal de que o mercado internacional de álcool deve começar a despontar em 2003.

Atualmente, a produção mundial de álcool deve atingir 36 bilhões de litros no próximo ano — dois bilhões de litros a mais que o projetado na safra 2001/02. O aumento é impulsionado pela maior oferta

do Brasil e dos Estados Unidos, os dois principais produtores mundiais. Juntos, produzem mais de 20 bilhões de litros.

Para Patrick du Genestoux, diretor geral da Ersuc, empresa francesa deestudos sucroalcooleiros, as iniciativas da Índia e Tailândia podem elevar a oferta mundial de 2003. Segundo ele, dois países europeus — França e Espanha — já estão investindo na produção do álcool combustível.

Eles aguardam a publicação de uma legislação sobre a produção em todo o bloco.

É na produção do álcool que os principais produtores mundiais depositam todas as fichas para expandir mercado. China e Japão também podem ser a peça chave para a ampliação das venda de álcool. Os tradicionais produtores, como os Estados Unidos e Brasil, estão ampliando a cada ano a oferta do produto. Outras iniciativas, porém, mostram que a produção mundial tem potencial para crescer mais.

O pacote de ajuda às indústrias de açúcar da Austrália — de quase US$ 80 milhões — está atrelado à produção de álcool, diz Luiz Carlos Corrêa Carvalho, consultor da União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo —Unica. A maior região produtora do país, Queensland, pode iniciar a produção deste combustível alternativo.

Além de ser uma alternativa de combustível renovável, a adição de álcool à gasolina pode reduzir a dependência internacional de petróleo. Na Ásia, sobretudo China e Japão, essa vantagem já é estudada. Representantes chineses e japoneses já estiveram no Brasil para discutir transferência de tecnologia para a produção do álcool.

O governo da Índia pretende iniciar a construção de mais 20 destilarias de álcool no país antes do fim deste ano, totalizando 30 usinas em 2003.

Nove regiões da Índia devem adicionar o produto à gasolina, de forma ainda experimental, de no mínimo de 6%. A estimativa é de que as 30 destilarias tenham a partir de 2003 capacidade para produzir 300 milhões de litros de álcool. Mesmo ainda incipiente, o mercado começa a ganhar novo formato e a despontar interesse no exterior.

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