Grupo português vai produzir biodiesel no Vale

O grupo português HLC Enviromental Holdings vai investir R$ 100 milhões na revitalização da Companhia de Biodiesel do Vale de São Francisco (Biovasf), em Petrolina. A fábrica de processamento de óleos vegetais foi adquirida pelos investidores em 2007, das mãos da empresa goiana Indústrias Caramuru. Desativada há três anos, a expectativa era reinaugurar a unidade no ano passado, mas mudanças na conjuntura de mercado obrigaram o grupo a rever seu planejamento estratégico e estabelecer um novo cronograma. A nova data para o início da operação está marcada para março de 2010.

Anteontem, o presidente mundial da HLC Enviromental Holdings, Horácio Carvalho, e o presidente da Biovasf, Luiz Antonio dos Santos, participaram de reunião com o governador Eduardo Campos para aprese! ntar o novo projeto. “Nosso projeto inicial era exportar biodiesel para o mercado europeu, mas a valorização do real e mudanças na política de importação dos países compradores alteraram nossos planos. Agora, vamos focar a comercialização no mercado doméstico”, explica o diretor administrativo-financeiro, Roberto Dotta Filho.

O investimento de R$ 100 milhões será aplicado na revitalização da fábrica, compra de matéria-prima e logística. O projeto da Biovasf é fabricar óleos vegetais a partir de soja, algodão e mamona. “Os primeiros produtos serão de soja e algodão, com processamento anual estimado em 20 mil e 100 mil toneladas, respectivamente”, calcula. Ainda sem produção própria, a matéria-prima será trazida da região do oeste baiano. Os óleos poderão ser comercializados como biodiesel para a Petrobras, por exemplo, ou vendido para empresas que refinam o produto para consumo humano. “Já a produção a partir da mamona vai depender da PPP do Projeto Pontal. Se conseguirmos pa! rticipar como parceiros poderemos apostar na cultura, que estamos pesquisando há um ano e meio”, diz.

Num primeiro momento, a Biovasf vai gerar 100 empregos diretos, com capacidade de ampliar esse número para 300. O faturamento do primeiro ano de operação está estimado em R$ 100 milhões.

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