Grupo de instrumentação quer promover atualização técnica

JC 178 – As novas demandas na área de automação industrial, decorrentes principalmente do aumento de interesse por essa tecnologia no setor sucroalcooleiro, incentivaram a reativação do Grupo Nacional de Instrumentação de Açúcar, Álcool e Alimentos (Ginaaa), com sede em

Sertãozinho, SP, que foi fundado 20 anos atrás, mas estava inativo há 10 anos, segundo o presidente do grupo, o engenheiro eletrônico Marco Antonio Alasmar.

A realização do II Fórum Internacional de Automação do Setor Sucroalcooleiro e Alimentício, que aconteceu entre 1 e 3 de setembro, em Sertãozinho, marcou o reinício das atividades do Ginaaa. De acordo com Marco Alasmar, um dos principais objetivos é a atualização tecnológica por meio da promoção de eventos e cursos.

O fórum, por exemplo, buscou incentivar o intercâmbio técnico entre usuários, fornecedores de equipamentos e serviços, além de abrir espaço para a participação de estudantes da

área. Para Marco Alasmar, um dos desafios do grupo é a formação de profissionais para

o atendimento das necessidades imediatas de mão-de-obra qualificada para as unidades

e grupos produtores de açúcar e álcool.

“Existe uma forte demanda por conta da expansão do setor. Os cursos existentes têm 3

anos de duração. Além disso, é preciso mais 2 anos para a aquisição de experiência

profissional”, observa. O Ginaaa vai oferecer, a partir de 2009, cursos de 40 a 80 horas de

duração, com a finalidade de suprir a carência de mão-de-obra no setor.

O grupo tem a finalidade de atualizar os profissionais que atuam na área em relação

às tecnologias, equipamentos e serviços disponíveis, criando condições para o intercâmbio técnico visando a busca de soluções e inovações dos segmentos de açúcar, álcool e alimentos. Para isto, pretende promover cursos, palestras e eventos específicos.

Segundo levantamento do Ginaaa, existe atualmente mais de 1.400 profissionais na área de automação, com tempo médio de experiência de 9 anos, que atuam somente nas empresas de engenharia e fabricantes de equipamentos de Sertãozinho e região. O intercâmbio técnico, nessa área, visa o fortalecimento de toda a cadeia produtiva, incluindo os futuros profissionais.

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