Governo vai arbitrar produção e estocagem do álcool

O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, afirmou, em entrevista à Agência Estado, que o governo vai arbitrar limites mínimos de produção e de estocagem do álcool para evitar que haja desabastecimento do combustível nos postos e por considerá-lo estratégico. “A idéia (do governo) é que o etanol seja ofertado, ou não, dependendo apenas do que o mercado desejar. Como o combustível é estratégico, vamos ter de arbitrar de alguma forma o volume de produção e também a estocagem”, afirmou o ministro.

Para garantir, no entanto, o bom relacionamento com o setor sucroalcooleiro, o governo já está consultando toda a cadeia produtiva da cana-de-açúcar para que haja uma sinalização sobre quais serão esses limites. No sábado, Rodrigues teve uma reunião rápida em Ribeirão Preto com representantes dos produtores de cana, dos usineiros e de exportadores. Ele não quis se aprofundar no assunto, mas admitiu que o tema foi tratado na reunião.

“Eu quero garantias deles. O resto vocês vão ficar sabendo em breve”, disse. O governo vai criar limites de produção e de estocagem do álcool, segundo o ministro, mas o armazenamento do combustível para uso na entressafra continuará sendo feito pelas usinas, com o aporte financeiro oficial. Isso ocorrerá nesta safra, quando estão sendo liberados aos produtores R$ 500 milhões para o armazenamento.

“A orientação geral do governo é de que o setor privado cuide da questão de estocagem, salvo quando houver algum problema que existam diferenças regionais de renda, como é o caso do milho ou do arroz”, afirmou. O ministro, disse ainda que o Conselho Nacional do Agronegócio (Consagro) vai definir, conjuntamente com o governo, as formas de como os estoques estratégicos serão gerenciados no futuro e ainda como será a exportação e se serão criadas novas frentes de produção tendo em vista o crescimento das encomendas de álcool para o exterior.

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