Governo dificultará vendas externas de álcool

“Várias formas de financiamento estão sendo avaliadas”, disse. Entre essas, está a participação do setor privado, por meio de operações do mercado futuro da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Outra, seria a liberação de recursos do Tesouro para o financiamento dos estoques. “‘Posso garantir que a partir de maio o estoque começará a ser formado”.

Sobre a intervenção oficial nas vendas externas de álcool, Rodrigues declarou que não é a vocação do governo intervir em qualquer atividade privada, mas que algumas medidas poderiam ser adotadas para regular a oferta do produto. Segundo informou, não há nenhuma decisão tomada “por enquanto”.

O presidente do Grupo J. Pessoa, José Pessoa de Queiroz Bisneto, explicou que o controle sobre as exportações só ocorrerá para o álcool anidro, que merecerá tratamento de produto estratégico, pois participa na composição da gasolina comercializada no País na proporção de 20%. Para a exportação do álcool hidratado, que é negociado no exterior para diversos fins, inclusive para a indústria química, não será necessário registro na ANP. Este produto poderá ser embarcado livremente, esclareceu.

Alguns empresários defenderam ontem a intervenção do governo no mercado de álcool combustível, com o fim de garantir o abastecimento interno. O presidente da Usina Moema, Maurílio Biaggi Filho, acha que os empresários do setor foram irresponsáveis ao manter o mesmo ritmo das exportações de álcool durante o período de entressafra. O diretor-secretário da União das Destilarias do Oeste Paulista (Udop), Fernando Perri, acredita que a decisão de exigir registro das exportações de álcool anidro na ANP partiu da Casa Civil da Presidência da República. “A ministra Dilma Roussef tem razão, as exportações de álcool precisam ser controladas”.

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