Futuro do contingente de cortadores de cana é motivo de preocupação

O fim do corte manual da cana-de-açúcar, previsto para acontecer à partir de 2014 no estado de São Paulo, poderá provocar uma grave crise no mercado de trabalho de inúmeras regiões do Brasil, uma vez que boa parte do contingente de trabalhadores do setor se desloca do Nordeste ou de Minas Gerais para trabalhar no interior paulista e aí permanece durante toda a safra, voltando geralmente na seguinte.

Normalmente com baixa qualificação e escolaridade, os cortadores de cana serão afetados em cheio com o fim da queima dos canaviais e consequentemente com a interrupção do corte manual, o que é um benefício incontestável ao meio ambiente, mas que por outro lado, poderá gerar um sério problema de desemprego se nada for feito até lá.

Para José Carlos Cavichioli, diretor técnico da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios – Pólo Adamantina, a solução do problema passa necessariamente pela qualificação da mão-de-obra para que possa ser feita uma adequada recolocação no mercado de trabalho. “Especificamente na região da Alta Paulista, vejo três possibilidades: a fruticultura, a horticultura e o biodiesel. Essas atividades têm um grande potencial de utilização de mão de obra, no entanto, muito ainda precisa ser feito para que se tenham cadeias produtivas bem estabelecidas”, observa.

Leia matéria completa na Edição 203 do JornalCana.

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