Fornecedores de cana poderão produzir 800 milhões de litros de álcool

Um estudo elaborado pela União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), juntamente com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Organização de Plantadores de Cana da Região Centro Sul do Brasil (Orplana) – com apoio do Ministério da Agricultura -, poderá gerar um projeto que colocará 800 milhões de litros de álcool no mercado.

“Trata-se do desenvolvimento de um modelo de exploração agroindustrial canavieiro modulado. Para alcançar escala de produção, os fornecedores de cana serão agrupados sobre a forma de cooperativas ou condomínios”, explica Gregório Maranhão, secretário geral da Unida. Segundo ele, está sendo avaliado qual será o tipo de modelo de planta industrial utilizado. A meta é o processamento de 500 mil toneladas de cana por unidade, para a produção, preferencialmente, de álcool.

De acordo com Gregório Maranhão, será necessário definir qual será a linha de crédito que financiará o projeto. Entre as possibilidades, ele cita o BNDES, Banco do Brasil, Banco do Nordeste e principalmente o Sistema Petrobras. Um dos focos do estudo do projeto é a ocupação dos vazios gerados nas zonas canavieiras de todo território nacional, com a desativação das antigas unidades. O plano irá avaliar o que aconteceu na zona de influência das unidades desativadas e como o processo de desativação implicou na dificuldade dos fornecedores de cana em redistribuir matéria-prima na zona produtora.

Entre algumas unidades desativadas, que devem ser estudadas, estão as usinas Aliança, Serra Azul e Barreiras, de Pernambuco e a Usina Tanques, da Paraíba, entre outras. Outro objetivo do projeto é a reagrupação dos fornecedores, além da tentativa de incorporar valor agregado à produção, o que é chamado de ganhos de escala. Segundo o secretário geral da Unida, a estimativa inicial, entre as regiões Centro-Sul e Norte/Nordeste, é a implantação de 29 novas unidades.

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