Fim das queimadas nas plantações de cana fluminenses só daqui a 12 anos

A queima das plantações de cana-de-açúcar, tão criticada pela poluição ambiental e desperdício de energia, ainda deve demorar 12 anos para ser eliminada do Estado do Rio. Isso é o que prevê o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado na semana passada entre o governo estadual e os usineiros do Norte Fluminense.

Segundo a secretária estadual de Meio Ambiente, Marilene Ramos, que participou do último painel de debates do seminário “Biocombustíveis – Energia do Século XXI”, promovido pela Infoglobo no Hotel Copacabana Palace nesta segunda-feira, as usinas precisam de tempo para adequar as plantações e investir na mecanização da lavoura para que as queimadas possam ser eliminadas. Segundo ela, o tempo de 12 anos equivale ao período exigido pelo Governo de São Paulo.

No painel em que também foram discutidas barreiras não-tarifárias aos biocombustíveis impostas por alguns países, a secretária disse que os compradores que fazem exigências ambientais e trabalhistas dos produtores têm de estar dispostos a pagar mais pelos produtos.

– Está certo não querer comprar biocombustível de quem devasta a natureza. Está certo não querer comprar biocombustível de que não respeita os direitos trabalhistas. Mas estes compradores têm de concordar em pagar mais por isso – afirmou a secretária.

O secretário do Grupo Intergovernamental sobre grãos da FAO, Abdolreza Abbassian, que também participou do debate, afirmou que essa questão têm de ser discutida caso a caso e que para isso existe a Organização Mundial do Comércio (OMC).

– Se realmente for uma questão social ou ambiental não podemos jogar as exigências para baixo do tapete.

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