Feriado nos EUA tira força de mercados no Brasil

O feriado da Independência dos Estados Unidos fecha hoje o maior mercado do mundo e reflete diretamente sobre o volume de negócios dos demais, incluindo o Brasil. O mundo fica atento à possibilidade de um atentado terrorista contra os EUA, que cresce devido à comemoração. Os atentados de 11 de setembro do ano passado tiveram impacto grave não apenas sobre a economia norte-americana, mas sobre a economia global. No Brasil, o peso do feriado é sentido principalmente pela Bovespa, que tem operado atrelada às Bolsas norte-americanas, e pelo mercado de títulos da dívida que funciona no exterior, sobre o qual opera o risco-país. No fim da tarde de ontem, os negócios no mercado de títulos já eram poucos e o risco-país brasileiro mal se movimentou, fechando a 1.727 pontos, com alta de 2,7% e próximo ao recorde de 1.779 pontos. A Bovespa fechou com queda de 1,93%, ainda sentindo os efeitos do rebaixamento a classificação da dívida brasileira pela Standard & Poor s, na terça-feira, e com volume baixo. (Folha de SP)

Diretor do FMI diz que crise de confiança no Brasil é problema político

A crise de confiança dos investidores em relação ao Brasil é “um problema político”, ligado às incertezas quanto ao resultado das eleições presidenciais de outubro, e não um problema econômico, disse nesta quarta-feira o diretor-geral do FMI (Fundo Monetário Internacional), Horst Koehler. Segundo ele, pode-se “revisar em alta as perspectivas de crescimento para os Estados Unidos e para a União Européia (UE)”, mas “revisá-las em baixa” para América Latina.

Em entrevista coletiva, Koehler também afirmou que as perspectivas de déficit orçamentário dos Estados Unidos “causam preocupações”. Acrescentou que o crescimento mundial vai “se fortalecer no segundo semestre 2002, apesar do retorno das incertezas”. Koehler, disse também que os temores dos mercados financeiros de que os problemas da Argentina se espalhem para o Brasil são exagerados, uma vez que a situação deste último, embora seja motivo de preocupação, não é tão crítica como a de sua vizinha. O diretor reafirmou que as recentes conversações entre o FMI e a Argentina sobre sua dívida estão progredindo muito bem, mas acrescentou que a situação no país é bastante difícil. Ele não deu mais detalhes sobre as conversações. (Folha de SP)

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