Faltam carros a álcool usados

Garagistas afirmam que o interesse pelo carro a álcool na cidade é crescente. O único problema, porém, é que não existe esse tipo de veículo à venda em qualquer esquina. O proprietário de garagem Hebert Mazzon é um dos empresários do setor que tem interesse em vender o veículo a álcool. Ele explica que hoje a maioria dos seus compradores pedem carro movido pelo combustível mais em conta. “Tenho uma lista com 30 nomes de pessoas que querem comprar um carro a álcool, não importando o modelo, desde que seja novo. Quem tem carro a álcool, no entanto, não está querendo vender”, comenta Mazzon. A expectativa dos garagistas é de que as montadoras produzam uma quantidade maior de carros a álcool para que, nos próximos três anos, haja no mercado veículos para serem comercializados pelas garagens. Enquanto não acontece esse investimento por parte das montadoras, alguns garagistas pensam até em fazer a conversão do motor para colocá-lo à venda. “Se o carro tiver injeção eletrônica fica perfeito. Não muda absolutamente nada em relação ao motor que sai da fábrica”, comenta o proprietário de garagem Marco Vinicio Pinto.

O garagista disse que a totalidade dos seus clientes está dando preferência pelo carro a álcool. Como não tem, eles compram a gasolina, mesmo. Ele afirmou que 60% acaba fazendo a conversão do motor. Segundo o proprietário da Retífica Retplan, Rubens Bibo Guimarães, depois dos sucessivos aumentos da gasolina, houve um aumento de 40% no volume de conversões dos motores a gasolina para o álcool. Para efetuar a mudança é necessário fazer a substituição de peças no motor. Nos modelos mais antigos, há alterações também no carburador do veículo. Em carros mais novos, com injeção eletrônica, a mudança custa entre R$ 200 e R$ 300. O valor depende do modelo e do ano do veículo. Já em carros mais antigos, o motorista irá desembolsar pelo menos R$ 1 mil. (Didio Web)

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