Exportações de açúcar crescem em Ribeirão

Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os embarques para o exterior do derivado da cana-de-açúcar cresceram 52,3% em 2010, na comparação com 2009, gerando receitas de US$ 12,7 bilhões no ano passado. Isso, segundo o professor Antonio Vicente Golfeto, que estuda o setor sucroalcooleiro há mais de duas décadas, deve fazer com que o perfil da próxima safra seja açucareira. “O açúcar vive talvez o melhor momento da década, e é natural que, devido a essa situação de mercado, a produção seja focada mais no açúcar que no álcool”, comenta.

Com 50 usinas instaladas, a região ganha com o avanço das exportações de açúcar. Sede de algumas das maiores fabricantes de açúcar, a região tem motivos para comemorar o salto nas exportações do alimento. “Os empregos e os investimentos ficam na região, que, além das usinas, abriga um polo de empresas fornecedoras de bens e de serviços para o setor”, diz Rodrigo Faleiros, coordenador do Núcleo de Comércio Exterior da regional de Ribeirão Preto do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.

Já Adézio Marques, diretor regional do Ciesp de Sertãozinho e também presidente do Centro nacional das indústrias do setor sucroalcooleiro e energético (Ceise) acredita que, independente do açúcar, as perspectivas para o setor sucroalcooleiro são positivas para 2011. “Os preços do açúcar, mesmo que caiam um pouco, seguirão vantajosos, sem contar nos novos mercados para o álcool, que estão se abrindo gradualmente”, avalia.

Sertãozinho, por exemplo, onde estão usinas de grande porte como a Santa Elisa, São Francisco e a Santo Antônio, mais do que dobrou os embarques do produto para o mercado internacional nos primeiros onze meses de 2010, ante o mesmo período de 2009. Foram exportadas 566,2 mil toneladas entre janeiro a novembro de 2010, contra 240,7 mil toneladas no mesmo período de 2009. Segundo Faleiros, os caixas das prefeituras também ganham com o salto das exportações de açúcar, porque as sedes das usinas ficam na região, o que faz aumentar a arrecadação de tributos. “Não podemos negar que a exportação de açúcar é, hoje, a fonte de boa parte do superávit comercial dos nossos municípios.”

Pontal é outro exemplo. Com duas usinas instaladas – Bela Vista e Bazan -, o município abriu este ano com participação maior no repasse que recebe do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). No mês de janeiro do ano passado, o índice do repas se de Pontal ficou em 0 ,06, refletindo 2009, quando o setor sucroenergético vivenciou a crise financeira internacional. Ao longo deste ano de 2011, esse total será de 0,07%, crescimento superior a 15%.

Novo perfil

Ao contrário das últimas safras, quando o perfil era mais alcooleiro, o açúcar foi o destaque da produção do centro-sul. No acumulado da safra 2010/2011 até fevereiro, a produção de açúcar somou 33,47 milhões de toneladas, alta de 17,7% em relação ao mesmo período da temporada anterior. Já a produção de etanol (anidro e hidratado) aumentou 9,1%, para 25,34 bilhões de litros.

Graças aos bons preços internacionais, do volume total de cana processado desde o início da safra até 31 de janeiro, 55,27%destinou-se à fabricação de etanol, percentual inferior aos 57,41% observados nos dados finais da safra anterior. Outra diferença, segundo informa Nelson Ometto, que lidera a Usina São Martinho, uma das maiores produtoras do Brasil e que tem sede em Pradópoli s, é que, com o tempo m ais seco, a quantidade de açúcar retirado da cana aumentou. “Conseguimos 141,22 kg por tonelada, um crescimento de 8,44%”, informa.

Já segundo o diretor técnico da Unica Antonio de Pádua Rodrigues, essa queda na produção de álcool justifica-se pela sazonalidade natural do consumo, verificada sempre no mês de janeiro, quando a entressafra se aprofunda na Região Centro-Sul.

Em meio ao crescimento na produção de etanol e à queda nas vendas, Pádua disse que não há “qualquer risco de desabastecimento do produto”. Do montante destinado ao atendimento do mercado interno em janeiro, 1,23 bilhão de litros refere-se ao etanol hidratado, usado pelos veículos flex, e 582,47 milhões de litros ao etanol anidro (misturado à gasolina).

No acumulado da safra, a comercialização de etanol anidro foi de 6,10 bilhões de litros, e a de hidratado, 15,83 bilhões de litros. Ainda segundo ele, no quesito vendas, no acumulado de abril de 2010 até 31 de janeiro de ste ano, as vendas de e tanol das unidades do centro-sul atingiram 21,92 bilhões de litros, contra 22,28 bilhões de litros em igual período da safra passada.

Exportações de açúcar crescem em Ribeirão

O açúcar tem tudo para ser, em 2011, o fiel da balança comercial da região de Ribeirão Preto. Isso graças aos preços internacionais do produto, que registraram uma grande alta durante o ano de 2010 e devem manter a tendência para este ano.

Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, os embarques para o exterior do derivado da cana-de-açúcar cresceram 52,3% em 2010, na comparação com 2009, gerando receitas de US$ 12,7 bilhões no ano passado. Isso, segundo o professor Antonio Vicente Golfeto, que estuda o setor sucroalcooleiro há mais de duas décadas, deve fazer com que o perfil da próxima safra seja açucareira. “O açúcar vive talvez o melhor momento da década, e é natural que, devido a essa situação de mercado, a produção seja focada mais no açúcar que no álcool”, comenta.

Com 50 usinas instaladas, a região ganha com o avanço das exportações de açúcar. Sede de algumas das maiores fabricantes de açúcar, a região tem motivos para comemorar o salto nas exportações do alimento. “Os empregos e os investimentos ficam na região, que, além das usinas, abriga um polo de empresas fornecedoras de bens e de serviços para o setor”, diz Rodrigo Faleiros, coordenador do Núcleo de Comércio Exterior da regional de Ribeirão Preto do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.

Já Adézio Marques, diretor regional do Ciesp de Sertãozinho e também presidente do Centro nacional das indústrias do setor sucroalcooleiro e energético (Ceise) acredita que, independente do açúcar, as perspectivas para o setor sucroalcooleiro são positivas para 2011. “Os preços do açúcar, mesmo que caiam um pouco, seguirão vantajosos, sem contar nos novos mercados para o álcool, que estão se abrindo gradualmente”, avalia.

Sertãozinho, por exemplo, onde estão usinas de grande porte como a Santa Elisa, São Francisco e a Santo Antônio, mais do que dobrou os embarques do produto para o mercado internacional nos primeiros onze meses de 2010, ante o mesmo período de 2009. Foram exportadas 566,2 mil toneladas entre janeiro a novembro de 2010, contra 240,7 mil toneladas no mesmo período de 2009. Segundo Faleiros, os caixas das prefeituras também ganham com o salto das exportações de açúcar, porque as sedes das usinas ficam na região, o que faz aumentar a arrecadação de tributos. “Não podemos negar que a exportação de açúcar é, hoje, a fonte de boa parte do superávit comercial dos nossos municípios.”

Pontal é outro exemplo. Com duas usinas instaladas – Bela Vista e Bazan -, o município abriu este ano com participação maior no repasse que recebe do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). No mês de janeiro do ano passado, o índice do repasse de Pontal ficou em 0 ,06, refletindo 2009, quando o setor sucroenergético vivenciou a crise financeira internacional. Ao longo deste ano de 2011, esse total será de 0,07%, crescimento superior a 15%.

Novo perfil

Ao contrário das últimas safras, quando o perfil era mais alcooleiro, o açúcar foi o destaque da produção do centro-sul. No acumulado da safra 2010/2011 até fevereiro, a produção de açúcar somou 33,47 milhões de toneladas, alta de 17,7% em relação ao mesmo período da temporada anterior. Já a produção de etanol (anidro e hidratado) aumentou 9,1%, para 25,34 bilhões de litros.

Graças aos bons preços internacionais, do volume total de cana processado desde o início da safra até 31 de janeiro, 55,27%destinou-se à fabricação de etanol, percentual inferior aos 57,41% observados nos dados finais da safra anterior. Outra diferença, segundo informa Nelson Ometto, que lidera a Usina São Martinho, uma das maiores produtoras do Brasil e que tem sede em Pradópolis, é que, com o tempo m ais seco, a quantidade de açúcar retirado da cana aumentou. “Conseguimos 141,22 kg por tonelada, um crescimento de 8,44%”, informa.

Já segundo o diretor técnico da Unica Antonio de Pádua Rodrigues, essa queda na produção de álcool justifica-se pela sazonalidade natural do consumo, verificada sempre no mês de janeiro, quando a entressafra se aprofunda na Região Centro-Sul.

Em meio ao crescimento na produção de etanol e à queda nas vendas, Pádua disse que não há “qualquer risco de desabastecimento do produto”. Do montante destinado ao atendimento do mercado interno em janeiro, 1,23 bilhão de litros refere-se ao etanol hidratado, usado pelos veículos flex, e 582,47 milhões de litros ao etanol anidro (misturado à gasolina).

No acumulado da safra, a comercialização de etanol anidro foi de 6,10 bilhões de litros, e a de hidratado, 15,83 bilhões de litros. Ainda segundo ele, no quesito vendas, no acumulado de abril de 2010 até 31 de janeiro deste ano, as vendas de e tanol das unidades do centro-sul atingiram 21,92 bilhões de litros, contra 22,28 bilhões de litros em igual período da safra passada.

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