Expocachaça: Ampaq lança “Cooperativa Central” em evento de MG

Para cento e cinco pequenos produtores de alambiques, catorze associações e mais sete cooperativas do Estado de Minas Gerais que integram a Associação Mineira dos Produtores de Cachaça de Qualidade (AMPAQ), o mês de julho será uma virada na história do segmento de aguardente. No período, será lançada a Cooperativa Central – que terá no rótulo de sua bebida o nome “Cachaça de Minas” – na Feira Internacional da Cachaça (Expocachaça), evento que será realizado entre os dias 10 e 13 do próximo mês, em Belo Horizonte.

Segundo informações da assessoria de imprensa da associação, este projeto, que pretende não só se limitar ao estado de Minas, tende a melhorar as condições dos pequenos produtores de suprirem a demanda pela cachaça de mercados promissores como Portugal e Alemanha, que já compram grande quantidade do produto. A AMPAQ acredita que com uma cooperativa integrada e um rótulo único para a cachaça artesanal (alambique), será possível facilitar as negociações aos mercados internacionais. “O objetivo é a padronização e a abertura de novos mercados”, e continua “a Cooperativa Central será uma empresa de comercialização”.

De acordo com a Ampaq, um dos grandes problemas dos pequenos produtores mineiros é, sem dúvida, a disparidade entre os encargos cobrados entre os alambiques e as destilarias. Impostos altíssimos encarecem a cachaça artesanal. Pelas estimativas da Ampaq, a tarifa cobrada sobre o litro é de quase R$ 2,00. No caso do produto industrial, os impostos giram

em torno de R$ 0,30 o litro. “É por esse e outros motivos que muita empresa não está legalizada, uma realidade que teremos alterar com a criação de uma cooperativa única”, afirma a assessoria.

Como se não bastassem as barreiras econômicas, estes produtores sofrem com a falta de apoio político em Minas Gerais. “Temos batalhado para que a bancada mineira reconheça nossa importância. Esperamos incentivos para crescer. Já mandamos uma carta até ao governo federal para que os tributos sejam reduzidos”, afirma a assessoria.

Quanto a Cooperativa Central, uma das suas metas é a adesão de pequenos alambiques do estado de São Paulo. Para tanto, a Cooperativa será lançada também na Feira Internacional da Cachaça (EXPOCACHAÇA), realizada nos dias 18 a 21 de setembro na cidade de São Paulo.

A Ampaq não soube estimar números de exportação de seus associados para a safra deste ano e tão pouco indicar um volume para o ano passado. Porém, no caso do Brasil, a perspectiva é de um crescimento de 30% nos embarques nacionais neste ano. Em 2002, no total, foram exportados 12,2 milhões de litros, acusando um crescimento de cerca de 10% sobre os 11,1 milhões de litros de 2001.

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