Executivo da São Martinho fala sobre Nova Fronteira Bioenergia

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Desde 2008, o Grupo São Martinho atua em Goiás com a Usina Boa Vista, unidade considerada uma das mais modernas do país. Na época, criou dois mil empregos diretos na região e projetou uma moagem de sete milhões de toneladas de cana até a safra 2014/15 através de recursos obtidos junto ao BNDES.

Porém, mesmo depois da obtenção dos recursos obtidos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento, a diretoria do Grupo São Martinho optou por uma parceria com a Petrobrás Biocombustíveis, em junho de 2010. Dessa maneira, o objetivo de moagem seráalcançado. A decisão foi, ainda, estratégica, segundo o CEO do Grupo, Fábio Venturelli. Para ele, “o Grupo São Martinho tomou uma decisão estratégica de buscar um parceiro que contribuísse com conhecimento, recursos e excelência operacional”, disse Venturelli.

O acordo firmado criou a Nova Fronteira Bioenergia, que controla a Usina Boa Vista em Quirinópolis/GO e a SBMJ Agroindustrial, o projeto greenfield, que ainda não teve detalhes revelados e vai ser instalado em Bom Jesus/GO. A Petrobras Biocombustiveis fez um aporte de R$ 420,8 milhões para obtenção de 49% das ações da Nova Fronteira Bioenergia. Em entrevista ao JornalCana, o CEO do Grupo, Fábio Venturelli, deu detalhes.

JornalCana: A Usina Boa Vista foi estruturada de maneira moderna com capacidade para a moagem de 7 milhões de toneladas, o que será alcançado em quatro anos através da parceria com a PBio. Sem a parceria, essa quantidade seria alcançada em quanto tempo?

Fábio Venturelli: Seria alcançada no mesmo prazo uma vez que os recursos necessários para a expansão da Usina Boa Vista já haviam sido obtidos junto ao BNDES antes da formação da Nova Fronteira. A parceria estratégica com a PBio cria uma empresa que une as forças do Grupo São Martinho e da Petrobrás – somando excelência operacional à excelência de distribuição e comercialização.

O aporte da Petrobras são os R$ 420 milhões que vão direto para o caixa. No ano passado anunciamos obtenção de recursos junto ao BNDES para a Boa Vista na ordem de R$ 288 milhões, já destinado para o crescimento da Boa Vista, que aumentava a produção de 2 para 4 milhões de toneladas. Se olharmos os R$ 420 milhões mais o que tem no caixa, mais a geração de caixa, está bem equacionado para chegar nos 7 milhões de toneladas. A entrada da Petrobras vai além do objetivo de conseguir terminar a Boa Vista, essa nunca foi a premissa dessa associação.

JC – Vocês tinham um sócio japonês na Boa Vista?

FV – Quando a Boa Vista foi definida, a Mitsubishi tinha, como investidor, 10% da empresa.

JC – Para obter facilidades para exportação do álcool ao mercado japonês?

FV – Compramos a participação deles, porém o contrato de exportação de álcool com a São Martinho, um contrato de 30 anos foi mantido, apesar de termos feito a recompra da participação deles. Claro, que como sócios teriam a possibilidade grande de abrir as portas do mercado japonês para o etanol brasileiro, e para o etanol da Boa Vista.

Leia a entrevista completa, na edição 206 do JornalCana.

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