Europa mantém metas de biocombustíveis

O comissário da União Européia para Energia, Andris Piebalgs, disse ontem, em São Paulo, que o bloco não deverá reduzir seus investimentos e suas metas de utilização de combustíveis renováveis em função da atual crise econômica. Segundo ele, a meta de uso de um quinto de energia renovável até 2020 é essencial para a Europa não apenas política e economicamente mas também como forma de garantir o suprimento energético necessário.

Piebalgs participou de evento na sede União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) após reunir-se com representantes do setor sucroalcooleiro do Brasil. O comissário é responsável pela Diretiva Européia Sobre Fontes Renováveis de Energia, documento que reúne critérios que devem ser adotados para garantir a produção e suprimento de biocombustíveis na Europa. As metas da diretiva se estendem até 2020. O documento ainda será votado pelo Parlamento Europeu, o que deve acontecer em 8 de dezembro. Se aprovado, a principal meta é reduzir as emissões de gás carbônico em 20% até 2020. Nesta redução, 10% deverão vir do setor de transporte.

Segundo o comissário, a maior parte da redução do setor de transporte deve vir da utilização de biocombustíveis, embora não existam metas especificadas para etanol, biodiesel ou carros movidos a bioeletricidade. A segunda meta é de que 20% da energia utilizada pela Europa seja substituída por uma fonte renovável.

Piebalgs destacou que os critérios adotados pela Diretiva não dão margem para questionamentos sobre barreiras não-tarifárias. “Estive reunido com analistas brasileiros e nenhum deles levantou a possibilidade de que os critérios propostos pela UE possam gerar algum painel na Organização Mundial do Comércio”, disse.

Ele também afirmou que a União Européia não terá condições de atender toda a demanda por biocombustível que será gerada com a aprovação da diretiva. Ele acredita que 20% dessa demanda deverão ser importados e que o Brasil poderá ser uma fonte se atender a todos os critérios de sustentabilidade contidos na diretiva. “O Brasil é um país responsável e sério e tem se mostrado capaz de garantir o desempenho sustentável do setor sucroalcooleiro.”

O comissário ressaltou, contudo, que a diretiva não tem nenhum poder sobre as tarifas existentes hoje sobre o biocombustível importado, mas que essa discussão sobre tarifas pode ganhar maior relevância na Rodada de Doha na OMC após a crise financeira mundial. Para Andris Piebalgs, a energia renovável pode ser uma forma de alavancar a economia européia através de

novos investimentos.

Petrobras deve antecipar produção em duas áreas na Bacia de Santos

A Petrobras deve antecipar a produção em duas descobertas neste ano ao sul da Bacia de Santos. Os projetos, batizados provisoriamente de Tiro e Sidon, têm boas perspectivas de óleo leve, tipo considerado prioritário pela estatal. Segundo o gerente do Ativo Sul da Unidade de Negócios da Bacia de Santos da companhia, Luiz Carlos Mendes, a produção nos dois campos pode ser facilitada pelo fato deestarem em águas rasas e próximos ao continente.

A antecipação da produção de óleo leve é uma das estratégias adotadas pela estatal nos últimos anos para reduzir o déficit de sua balança comercial e deve ganhar força no próximo planejamento estratégico da companhia, uma vez que garante maior fluxo de caixa em tempos de crise financeira. O Brasil é hoje importador deste tipo de petróleo, que é misturado ao óleo nacional nas refinarias para aumentar a produção de óleo diesel.

Segundo Mendes, a região Sul da Bacia de Santos, localizada em frente ao litoral paranaense, é “promissora” em termos de reservas de óleo leve. A área já tem hoje uma pequena produção de petróleo, no campo de Coral e descobertas em fase de desenvolvimento, como Cavalo Marinho e Estrela-do-Mar. O projeto Tiro teve uma descoberta anunciada à Agência Nacional do Petróleo (ANP) no dia 13 de outubro. Já em Sidon, cerca de 50 quilômetros ao Norte, a Petrobras encontrou indícios de petróleo no final de setembro.

O gerente da Petrobras informou que a empresa estuda agora a concepção dos projetos, para avaliar a viabilidade de antecipar a produção. “São oportunidades interessantes”, comentou Mendes. Ele lembrou que a localização geográfica pode agilizar o início de produção dos projetos. Ambos estão em águas de até 400 metros de profundidade, enquanto Tupi, por exemplo, está a mais de 2 mil metros de profundidade.

Mendes informou que a estatal deve iniciar, ainda em dezembro, a produção de gás no campo de Lagosta, na região central da Bacia de Santos, que deve ampliar em 1,5 milhão de metros cúbicos por dia a oferta do combustível para a Baixada Santista. As reservas estão localizadas ao lado do campo de Merluza, o único produtor de gás da bacia. A estatal vai usar a infra-estrutura de Merluza para escoamento do gás de Lagosta, que foi descoberto pela norte-americana El Paso, mas depois comprado pela Petrobras. Com o novo projeto, a Unidade de Tratamento de Gás de Cubatão passará a receber 2,3 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

Europa mantém metas de biocombustíveis

O comissário da União Européia para Energia, Andris Piebalgs, disse ontem, em São Paulo, que o bloco não deverá reduzir seus investimentos e suas metas de utilização de combustíveis renováveis em função da atual crise econômica. Segundo ele, a meta de uso de um quinto de energia renovável até 2020 é essencial para a Europa não apenas política e economicamente mas também como forma de garantir o suprimento energético necessário.

Piebalgs participou de evento na sede União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) após reunir-se com representantes do setor sucroalcooleiro do Brasil. O comissário é responsável pela Diretiva Européia Sobre Fontes Renováveis de Energia, documento que reúne critérios que devem ser adotados para garantir a produção e suprimento de biocombustíveis na Europa. As metas da diretiva se estendem até 2020. O documento ainda será votado pelo Parlamento Europeu, o que deve acontecer em 8 de dezembro. Se aprovado, a principal meta é reduzir as emissões de gás carbônico em 20% até 2020. Nesta redução, 10% deverão vir do setor de transporte.

Segundo o comissário, a maior parte da redução do setor de transporte deve vir da utilização de biocombustíveis, embora não existam metas especificadas para etanol, biodiesel ou carros movidos a bioeletricidade. A segunda meta é de que 20% da energia utilizada pela Europa seja substituída por uma fonte renovável.

Piebalgs destacou que os critérios adotados pela Diretiva não dão margem para questionamentos sobre barreiras não-tarifárias. “Estive reunido com analistas brasileiros e nenhum deles levantou a possibilidade de que os critérios propostos pela UE possam gerar algum painel na Organização Mundial do Comércio”, disse.

Ele também afirmou que a União Européia não terá condições de atender toda a demanda por biocombustível que será gerada com a aprovação da diretiva. Ele acredita que 20% dessa demanda deverão ser importados e que o Brasil poderá ser uma fonte se atender a todos os critérios de sustentabilidade contidos na diretiva. “O Brasil é um país responsável e sério e tem se mostrado capaz de garantir o desempenho sustentável do setor sucroalcooleiro.”

O comissário ressaltou, contudo, que a diretiva não tem nenhum poder sobre as tarifas existentes hoje sobre o biocombustível importado, mas que essa discussão sobre tarifas pode ganhar maior relevância na Rodada de Doha na OMC após a crise financeira mundial. Para Andris Piebalgs, a energia renovável pode ser uma forma de alavancar a economia européia através de

novos investimentos.

Petrobras deve antecipar produção em duas áreas na Bacia de Santos

A Petrobras deve antecipar a produção em duas descobertas neste ano ao sul da Bacia de Santos. Os projetos, batizados provisoriamente de Tiro e Sidon, têm boas perspectivas de óleo leve, tipo considerado prioritário pela estatal. Segundo o gerente do Ativo Sul da Unidade de Negócios da Bacia de Santos da companhia, Luiz Carlos Mendes, a produção nos dois campos pode ser facilitada pelo fato de estarem em águas rasas e próximos ao continente.

A antecipação da produção de óleo leve é uma das estratégias adotadas pela estatal nos últimos anos para reduzir o déficit de sua balança comercial e deve ganhar força no próximo planejamento estratégico da companhia, uma vez que garante maior fluxo de caixa em tempos de crise financeira. O Brasil é hoje importador deste tipo de petróleo, que é misturado ao óleo nacional nas refinarias para aumentar a produção de óleo diesel.

Segundo Mendes, a região Sul da Bacia de Santos, localizada em frente ao litoral paranaense, é “promissora” em termos de reservas de óleo leve. A área já tem hoje uma pequena produção de petróleo, no campo de Coral e descobertas em fase de desenvolvimento, como Cavalo Marinho e Estrela-do-Mar. O projeto Tiro teve uma descoberta anunciada à Agência Nacional do Petróleo (ANP) no dia 13 de outubro. Já em Sidon, cerca de 50 quilômetros ao Norte, a Petrobras encontrou indícios de petróleo no final de setembro.

O gerente da Petrobras informou que a empresa estuda agora a concepção dos projetos, para avaliar a viabilidade de antecipar a produção. “São oportunidades interessantes”, comentou Mendes. Ele lembrou que a localização geográfica pode agilizar o início de produção dos projetos. Ambos estão em águas de até 400 metros de profundidade, enquanto Tupi, por exemplo, está a mais de 2 mil metros de profundidade.

Mendes informou que a estatal deve iniciar, ainda em dezembro, a produção de gás no campo de Lagosta, na região central da Bacia de Santos, que deve ampliar em 1,5 milhão de metros cúbicos por dia a oferta do combustível para a Baixada Santista. As reservas estão localizadas ao lado do campo de Merluza, o único produtor de gás da bacia. A estatal vai usar a infra-estrutura de Merluza para escoamento do gás de Lagosta, que foi descoberto pela norte-americana El Paso, mas depois comprado pela Petrobras. Com o novo projeto, a Unidade de Tratamento de Gás de Cubatão passará a receber 2,3 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

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