EUA e Brasil debatem subsídios

O sub-secretário de Agricultura dos Estados Unidos, J. B. Penn, esteve ontem reunido com representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), discutindo a Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Para o presidente da Comissão Nacional de Comércio Exterior da CNA, Gilman Viana Rodrigues, é imprescindível discutir a redução dos subsídios à produção agrícola dos EUA se o objetivo for realmente criar uma região de livre comércio em toda a América.

De acordo com ele, é preciso que os Estados Unidos reduzam o volume de subsídios concedidos diretamente à exportação de seus produtos agrícolas ou dirigidos ao produtor norte-americano, o que coloca o produtor brasileiro em condições de desvantagem competitiva. Os valores despendidos pelos EUA são estimados em US$ 90 bilhões por ano. O representante do governo americano defendeu a discussão global da derrubada de subsídios.

A média diária das receitas de exportação brasileiras do complexo soja totalizou US$ 49,4 milhões, em maio, alta de 183,3% comparado à média de US$ 17,4 milhões em maio de 2002, segundo a Secex. As receitas diárias de exportação de soja estiveram, em maio, 23,8% acima da média de abril de US$ 39,9 milhões.

Testes com pesticidas em xeque

Um tribunal federal de recursos de Washington invalidou uma diretiva da Agência de Proteção Ambiental (EPA) que reduzia os testes de pesticidas no homem. Mas a decisão de três juízes deixou à EPA a oportunidade de tentar aplicar novamente a proibição. Durante décadas, a EPA se baseou em estudos sobre o ser humano realizados por laboratórios externos ou outros que não o fabricante de pesticida. No fim dos anos 90, o governo Clinton passou a reavaliar a prática por pressão de ambientalistas e passou a analisar caso a caso.

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