Etanol só será commodity com inserção de produtores

O aumento da oferta, com a inserção de novos países produtores é uma das condições para que o etanol se torne uma commodity, anunciou o Ministério da Agricultura. Para isso, há o desafio de “conseguir prover soluções de produção e uso que atendam às necessidades das diferentes regiões, especialmente quando se pensa na realidade de diversos países do continente africano e mesmo da América Latina”, explica o assessor do Departamento de Cana-de-açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, José Nilton Vieira, que participa da 2ª Semana do Etanol, em Ribeirão Preto/SP.

Segundo Vieira, antes de se tornar um produto de exportação, o etanol precisa se consolidar como alternativa energética local nesses países. Para isso, é fundamental que a indústria nacional de equipamentos se capacite a oferecer soluções tecnológicas que permitam novos usos, além do automotivo, como a geração estaci! onária de energia elétrica. “Algumas regiões, como as africanas, têm elevado potencial para produção sustentável de cana-de-açúcar, mas faltam condições para transformar o etanol, acima de tudo, em alternativa energética para uso local. A exportação dos excedentes seria apenas consequência”, afirmou o técnico.

A assessora internacional da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Única), Geraldine Kutas, ressaltou que, atualmente, um dos problemas para a expansão do comércio internacional de etanol está ligado às barreiras tarifárias praticadas por grandes mercados, como Japão, Estados Unidos e países da União Europeia. O entrave limita a capacidade de exportação brasileira, que tem focado a sua produção no mercado interno. Do total de etanol produzido no Brasil, 85% atendem o mercado interno e 15% são exportados.

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