Etanol precisa de oferta para formar mercado

O aumento da oferta, com a inserção de novos países produtores é uma das condições para que o etanol se torne uma commodity. “Há o desafio de conseguir prover soluções de produção e uso que atendam às necessidades das diferentes regiões, especialmente quando se pensa na realidade de diversos países do continente africano e mesmo da América Latina”, diz José Nilton Vieira, assessor do Departamento de Cana-de-açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura.

Segundo Vieira, antes de se tornar um produto de exportação, o etanol precisa se consolidar como alternativa energética local nesses países. Para isso, é fundamental que a indústria nacional de equipamentos se capacite a oferecer soluções tecnológicas que permitam novos usos, além do automotivo, como a geração estacionária de energia elétrica. “Algumas regiões, como as africanas, têm elevado potencial para produção sustentável de cana, mas faltam condições para transformar o etanol em alternativa energética para uso local. A exportação dos excedentes seria consequência”, afirmou.

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