Etanol 2G, sim!

A Raízen, joint-venture formada entre Cosan e Shell, anunciou neste ano que irá construir sua primeira unidade para a produção de etanol celulósico a partir do bagaço e da palha de cana. Durante evento realizado na cidade de São Paulo, capital, representantes da companhia explicaram alguns métodos de trabalho adotados pela companhia, uma das maiores do setor sucroenergético.

Em suma, as medidas visam viabilizar a produção de etanol 2G, como também é conhecida a tecnologia. Antônio Alberto Stuch, diretor executivo da empresa, aponta os dois maiores gargalos neste processo, que até o momento, trazem problemas comercialmente. “O que mais onera a produção, além da biomassa, são as enzimas – capazes de quebrar a celulose da biomassa para transformá-la em açúcares fermentáveis. Mas apresentamos um projeto ao nosso conselho que viabiliza a produção da tecnologia, tendo, inclusive, uma margem de lucro”, explicou.

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A unidade será construída na Usina Costa Pinto, em Piracicaba, SP. A ideia é que a unidade esteja em operação já na safra 2014/15. A capacidade instalada de produção será de 40 milhões de litros do biocombustível a partir do bagaço e da palha da cana. “Com o avanço da mecanização – a Raízen conta com 86% da colheita mecanizada, aumentou-se muito a quantidade de folhas e pontas nos canaviais. Queremos utilizar todos os recursos possíveis para cogerar e produzir etanol 2G”, indicou.

Segundo o representante, atualmente a empresa conta com um excedente de 7 milhões de toneladas de biomassa, valor que deve ser destinado a produção de etanol celulósico. “Trabalhamos sob um grande desafio que é construir essa usina e colocá-la em funcionamento no fim de 2014. Tenho certeza que será um grande passo do setor sucroenergético”, finalizou.

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