Três meses é o prazo para que se defina o aumento da mistura

Aconteceu na manhã desta terça-feira, 24 de junho, em Brasília, DF, a reunião do CNPE – Conselho Nacional de Política Energética que, segundo informou o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Martins, não debateu o tema ‘aumento da mistura de etanol na gasolina’. A reunião contou com a presença da presidente Dilma Rousseff.

Ao sair do encontro, Edison Lobão, ministro das Minas e Energia, falou sobre o assunto. Segundo ele, serão realizados estudos técnicos num prazo de três meses para definir qual o valor do acréscimo de biocombustível. “O assunto está sendo estudado pelo ministério [de Minas e Energia] e pelo Centro de Pesquisas da Petrobras para verificar as condições técnicas para elevação do percentual de mistura. Naquilo em que o resultado for positivo, nós faremos”, disse Lobão.

Já Martins reiterou que os testes serão feitos com a participação de todos os setores envolvidos com o tema. “Três meses é o tempo esperado dos testes que estão sendo feitos nos veículos para saber se a mistura é tecnicamente viável. Esses testes estão sendo conduzidos por um grupo de trabalho que tem a parceria do governo federal, do Centro de Pesquisas da Petrobras, das montadoras [de veículos] e dos produtores de etanol.”

A medida, que vem sendo debatida há algum tempo, traria alento aos produtores sucroenergéticos, que enfrentam uma das piores crises da história, além de representar um alívio no caixa da Petrobras, que tem importado gasolina para atender a demanda nacional.

2014-06-25 Edison Lobão Minas e Energia Ministro
Edison Lobão, ministro de Minas e Energia, esteve presente no evento
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