Estudo aponta ganhos de produtividade do setor canavieiro

A expansão da produção de cana-de-açúcar e etanol, nas últimas décadas, ocorreu não só em área cultivada, mas também a partir de expressivos ganhos em produtividade nas fases agrícola e industrial, com aumentos anuais de 1,4% e 1,6%, respectivamente. É o que revela o estudo Bioetanol de cana-de-açúcar – Energia para o desenvolvimento sustentável, lançado esta semana, em São Paulo.

De acordo com a publicação, o processo resultou em crescimento anual de 3,1% da produção de etanol por hectare cultivado, ao longo de 32 anos. Segundo o diretor do Departamento de Cana-de-Açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Alexandre Strapasson, é preciso considerar a proporção do uso da cana-de-açúcar no Brasil para produção do biocombustível.

“São quatro milhões de hectares, ou 0,5% do território nacional, muito pouco em comparação com as áreas disponíveis para agricultura”, enfatizou. Os dados oficiais são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com Strapasson, para se planejar o futuro do setor, o governo está finalizando o zoneamento agroecológico que vai disciplinar a expansão da área de cultivo da cana no País. O diretor do Mapa comentou, ainda, que 70% da expansão da cana tem ocorrido em áreas de pastagens, como acontece em São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás, que são os maiores produtores nacionais, com ganho em produtividade, tanto da cana-de-açúcar como da pecuária.

O livro apresenta um panorama da cana-de-açúcar e do etanol no Brasil e em países com potencial de produção do biocombustível. Foi produzido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) em parceria com a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal) e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO).

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