Estiagem provoca perdas de até 30% na produtividade em AL

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A grande estiagem que assombra o Nordeste brasileiro atingiu Alagoas, o maior estado produtor da região, que poderá registrar perdas de até 30% na produtividade. Segundo o pesquisador Geraldo Veríssimo, coordenador do Programa de Melhoramento Genérico da Ufal – Universidade Federal de Alagoas, em quase 40 anos de pesquisa na região, nunca acompanhou um quadro tão grave. “Algumas usinas do estado anteciparam o final de safra devido a falta de crescimento da cana, que sentiu os efeitos da seca. Há cinco meses não chove. Sei que 2012 choveu 50% menos do que o normal. Além dos mananciais que estão quase secos, milhares de animais morreram e o abastecimento já está comprometido em várias cidades”.

O especialista explica que muitos canaviais que não possuem irrigação tiveram seu crescimento paralisado pela falta de chuva e as canas que foram cortadas de setembro a dezembro também acabaram morrendo devido a seca por falta de brotação. “Por isso vemos muitos canaviais com falhas”, lembra.

Até as pesquisas de Veríssimo ficaram comprometidas com a situação. “Perdemos 70% das áreas de produção de mudas. Mesmo chovendo em março, conforme os noticiários, será difícil recuperar o canavial e a próxima safra certamente estará muito mais comprometida”, reforça.

De acordo com o Sindaçúcar de Alagoas, a precipitação pluviométrica na região canavieira acumulada nos 12 meses de 2012 foi a menor nos últimos três anos. Em nota o Sindicato revelou que foi registrada uma média geral acumulada de apenas 1.136 milímetros (mm) de chuva ocorridos em 150 dias do ano, contra uma média histórica acumulada 1.768 mm ao longo dos últimos 29 anos. Os dados são referentes ao levantamento realizado na região onde se encontram 18 das 24 usinas do Estado.

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