Estatal quer apenas exportar etanol

Os planos da Petrobras para a produção de etanol já estão traçados: a empresa quer, antes de tudo, exportar o que produzir. Do início do ano até agora, já foram para o mercado externo 470 mil metros cúbicos do produto e a estimativa é fechar 2008 com 500 mil m³ exportados. Até 2012, a Petrobras pretende exportar 4,75 bilhões de litros de etanol. “Nosso patamar é crescente e nós vamos buscar a nossa meta. As negociações estão boas porque há uma necessidade grande de os países terem o etanol”, defende.

A primeira negociação para exportação da matéria-prima já foi fechada com o Japão – com a companhia Mitsui e com grandes possibilidades de se assinarem novos negócios – e, conforme destaca Kardec, há conversas ainda com Estados Unidos e China. A intenção da Petrobras é estabelecer parcerias no modelo tripartite, que agrega o produtor tradicional no Brasil, com uma expertise de mais de 30 anos em situação majoritária, a própria empresa com uma participação menor, em torno de 20%, e um grupo internacional com o mesmo nível de contribuição. “Mas nós só iremos fechar parcerias com empresas que tragam mercado de longo prazo, de preferência de cinco a dez anos”, frisa o presidente.

Kardec ainda ressaltou a confiança e otimismo que mantêm nos projetos da Petrobras no ramo de biocombustíveis. “Acredito piamente que o mundo demanda e a consciência mundial exige um percentual de biocombustível na matriz energética. E nós no Brasil temos plenas condições de desenvolver isso, embora não sejamos os únicos, temos que partir pra essa possibilidade”, acrescentou. O orçamento da estatal para investimentos no quadriênio 2008-2012 é de 1,5 bilhão de dólares.

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