Equipav engrossa relação de usinas à venda no Centro-Sul

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O grupo paulista Equipav, com duas usinas de açúcar e álcool, contratou o banco Santander para buscar um sócio ou mesmo um comprador para todos os seus ativos sucroalcooleiros. A companhia, que investiu pesado na construção de sua segunda planta, inaugurada no fim de 2008, sentiu os efeitos da crise. E, assim como a companhia paulista, há pelo menos 50 empresas à venda no Centro-Sul do país, e outras dezenas estão abertas a propostas.

“Antigamente, apenas usinas com problemas crônicos estavam à venda. Essas ainda continuam disponíveis no mercado. A diferença é que há agora um leque maior de empresas disponíveis, como peixe grande que investiu em novas unidades, se endividou e está com problemas financeiros”, afirmou uma fonte do segmento.

Al! ém da Equipav, no pacote das 50 usinas do Centro-Sul disponíveis no mercado há unidades de empresas tradicionais, como Moema, de Orindiúva (SP) , e Santelisa, de Sertãozinho (SP), em processo de incorporação pelo grupo francês Louis Dreyfus, e de fundos que chegaram ao país no boom dos investimentos mas que foram abatidos pela escassez de crédito no mercado – como a CEB (Clean Energy Brazil), que também procura sócios para tocar seus projetos. Há na lista, finalmente, casos de pequenas unidades paulistas com problemas financeiros.

Se todas essas 50 usinas fossem contabilizadas na mesma fatura, a venda sairia por cerca de R$ 10 bilhões, metade do valor de há quatro anos, quando o segmento viveu sua maior onda de investimentos. Esse cálculo leva em consideração que cada unidade produtora esmaga, em média, entre 1,5 milhão e 2 milhões toneladas por safra, como estima a União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica). “Há usinas que são vendidas hoje entre US$ 50 e US$ 70 por tone! lada de cana, dependendo de sua capacidade. No auge dos investimentos, havia negócios de até US$ 130 por tonelada”, afirmou uma fonte.

Na cesta de usinas à venda não estão incluídos os projetos de novas unidades em construção. Nesta safra, a expectativa é que de 20 a 25 usinas comecem a operar.

A Equipav, cujos acionistas controladores atuam no segmento de infraestrutura e concessões de rodovias, adiou há alguns meses dois grandes projetos “greenfield” (construção a partir do zero) em Mato Grosso do Sul e Goiás, de cerca de R$ 1 bilhão no total, por conta da crise do setor. Procurado, um acionista do grupo confirmou que a empresa contratou o Santander para buscar um sócio, mas negou que poderá vender o controle.

Criada no fim de 2006, a CEB, controlada por acionistas estrangeiros, está em busca de parceiros estratégicos para tocar seus negócios sucroalcooleiros no Brasil, afirmou Marcelo Junqueira, principal e! xecutivo da empresa. “Estamos negociando, mas a decisão em tempos de crise é lenta”, disse.

Boa parte dos projetos sucroalcooleiros anunciados no país nos últimos quatro anos foi respaldada pelo boom do etanol, mas o combustível ainda não decolou no mercado internacional. Cerca de 200 projetos foram anunciados, mas menos da metade realmente saiu do papel nos últimos anos.

O açúcar tornou-se a grande aposta do setor. Com seus preços em recuperação desde 2008, por conta do déficit global decorrente da redução drástica da produção da Índia, muitas usinas reduziram o mix de álcool para aproveitar as cotações atraentes da commodity. Muitas companhias afirmam que os bons preços do açúcar devem melhorar seus resultados nesta safra. Mas, mesmo com a forte valorização da commodity, de 43,5% neste ano em Nova York, muitas ainda devem continuar no vermelho. No mesmo período, o álcool hidratado caiu 66%.

“O problema é que, com a escassez de crédito no mercado, muitas companhias não estão conseguindo rolar suas dívidas de curto prazo”, afirmou uma fonte. “Ou sai em busca de um sócio ou vende.”

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