EPA eleva mandato para biocombustíveis em 2017

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) propôs ontem que o mandato de biocombustíveis para serem adicionados à gasolina fique em 71,4 bilhões de litros em 2017, o que representaria um aumento de 2,6 bilhões de litros em relação ao mandato previsto para este ano.

Apesar da proposta de aumento da mistura, o volume ainda está abaixo do previsto pela legislação de combustíveis renováveis de 2007, que previa que os biocombustíveis deveriam alcançar 91,2 bilhões de litros no país.

Para os biocombustíveis “avançados”, que emitem pelos menos 50% a menos de gás carbônico (CO2) do que a gasolina e que incluem o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar no Brasil e biodiesel não produzido com oleaginosas, o mandato proposto pela EPA foi de 15,2 bilhões de litros, 1,5 bilhão de litros a mais do que o mandato previsto para este ano.

A agência americana também propôs um mandato de 1,2 bilhão de litros de biocombustível celulósico (produzido a partir de biomassa) para 2017.

A proposta da EPA ainda será debatida em uma audiência pública nos Estados Unidos em 9 de junho e estará sujeita a comentários até 11 de julho. Espera-se que a agência divulgue sua última proposta no fim do ano.

As primeiras reações do setor produtivo americano não foram positivas. As metas desagradaram tanto ao setor de petróleo dos Estados Unidos, que consideraram os mandatos muito elevados, como aos produtores de milho do país, que fornecem grãos para a produção de etanol. Chip Bowling, presidente da Associação Nacional de Produtores de Milho, declarou em nota que os agricultores dos Estados Unidos estão “desapontados de que a EPA estabeleceu o número do etanol abaixo da lei”.

Membros da agência ambiental do país afirmam que o mandato abaixo do previsto pela lei é uma forma de adequar a necessidade de misturar biocombustíveis na gasolina às limitações de mercado do país.

Fonte: (Valor)

X