Entidades do setor disputam porcentagem da tarifa de importação de etanol de milho

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Unica e Sindaçúcar divergem quanto a porcentagem da tarifa de importação do etanol de milho — Foto: Alessandro Reis

Produtores de etanol do Nordeste se posicionaram contrários a proposta de tarifa de 16%, feita recentemente pela Unica — União das Indústrias de Cana-de-açúcar à Camex — Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior. O imbróglio causou animosidade entre a liderança sindical do Nordeste e a Unica. O Sindaçúcar-PE — Sindicato da Indústria do Açúcar e do Etanol do Estado de Pernambuco, aliado a outros sindicatos estaduais de produtores de etanol, consideram que a nova proposta feita pela entidade paulista é uma forma de conturbar e atrapalhar o pedido feito anteriormente pelos sindicalistas nordestinos, pleiteando uma tarifa de 20%.

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Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar-PE

“A proposta da tarifa de 20% foi bem aceita pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi quando a apresentamos. É incoerente e não faz sentido essa nova proposta da Unica. Também não faz sentido falarem em barreiras ambientais, quando há quase quatro anos praticam e estimulam importações de etanol de baixa qualidade oriundo do milho”, critica o presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha.

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Cunha afirma que os produtores do Nordeste não aceitarão o que ele chama de “interferência isolada” e que irão buscar com base na articulação e mobilização a consolidação do pleito feito por eles na penúltima semana de março à Camex. “Acreditamos que uma proposta isolada, intransigente e destoante não pode ter a força de uma proposta conjunta como foi a nossa, que demonstra necessidade de manter empregos no Brasil e em toda a cadeia da cana-de-açúcar”.

Robério: 16% não funciona

Pedro Robério, presidente do Sindaçúcar de Alagoas corrobora a opinião de Cunha. “Taxar em 16%, para o objetivo que se quer, que é a proteção da produção nacional, não funciona”.

Procurada pelo JornalCana, a Unica ainda não se manifestou sobre o assunto.

Entenda o caso

Duas semanas após sindicatos do Nordeste pedirem a taxação do etanol importado em 20%, em reunião que contou com a participação do ministro da agricultura, Blairo Maggi, a Unica enviou no dia 28 de março, para a Camex — Camara de Comércio Exterior, um pedido para que a porcentagem de elevação do imposto de importação fosse de 16% — percentual definido a partir de um cálculo que considera a diferença do impacto ambiental entre o etanol importado, que é feito de milho, e emite mais gases de efeito estufa; e o etanol de cana-de-açúcar, menos poluente. A Unica também considerou o preço médio do etanol importado nos últimos 12 meses.

Quantidade importada

De acordo com o Ministério da Agricultura, no primeiro bimestre deste ano, foram importadas 435,4 milhões de litros, quase sete vezes mais do que no mesmo período do ano passado.

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