[Editorial 282] Reduzir o uso de água é regra!

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Assim como outros importantes segmentos da indústria da transformação, o setor sucroenergético é um grande consumidor de água. Esse líquido é prioritário nos processos industriais das usinas e destilarias.

Para se ter ideia, na safra 2010/2011 as unidades produtoras do Estado de São Paulo consumiam em média 1,52 metro cúbico por tonelada de cana. Naquela safra, segundo a União da Indústria de Cana-de- Açúcar (Unica), foram colhidas 362 milhões de toneladas nos canaviais paulistas, que exigiram 550,2 milhões de metros cúbicos de água.

Não significa que todo o volume foi consumido pelas unidades produtoras. Há muito o setor empreende ações e sistemas para reduzir e tornar eficiente o uso do líquido.

O reuso é uma palavra de ordem nas empresas sucroenergéticas. Com ações como o reuso, o setor sucroenergético paulista despencou as captações de água. O consumo médio de 1,52 na safra 2010/2011 caiu para 0,91 metro cúbico na safra 2016/17.

Ou seja, em dez anos as usinas paulistas captaram 39,7% menos água para os processos industriais.

A queda resulta do fechamento de circuitos com reuso de água; aprimoramento dos processos industriais, com maior eficiência e menor captação; e avanço da limpeza a seco com a colheita mecanizada.

As informações sobre uso de água e a redução na captação pelas unidades foram apresentadas no dia 06 de junho pelo secretário estadual da Agricultura, Arnaldo Jardim, em evento na sede da Unica, em comemoração dos dez anos do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético.

O Protocolo integra o Projeto Etanol Verde, das Secretarias estaduais da Agricultura e do Meio Ambiente, e representa um modelo de parceria e diálogo desenvolvido entre o setor produtivo e o Estado. A segunda fase do Protocolo entra em cena neste mês de julho, formatada por técnicos das duas Secretarias e da Unica.

Nesse mesmo mês de julho, entra em vigor a cobrança pelo uso da água em quatro bacias hidrográficas do Estado de São Paulo: Pardo, Baixo-Pardo/Grande, Sapucaí-Mirim e Mogi-Guaçu.

Conforme reportagem desta edição do JornalCana, 55 unidades sucroenergéticas captam água dessas bacias. O custo médio da cobrança de água por tonelada de cana varia de acordo com o reuso pelas unidades, mas a média é projetada entre R$ 0,03 e R$ 0,12 por tonelada.

A Unica explica na reportagem que o avanço dessa cobrança não assusta porque o setor sucroenergético paulista se preparou ao longo dos anos para arcar com esse custo e colaborar com a gestão das bacias hidrográficas. Conforme o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), do governo paulista, os valores arrecadados com essa cobrança irão para o Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro), que os usará nos projetos demandados pelas próprias bacias.

No mês em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, as usinas fazem questão de reassumir e manifestar seu compromisso com o meio ambiente e com o uso sustentável de água. E água é sinônimo de vida!

Boa leitura!

Leia a edição 282 completa, clicando aqui.

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